Opinião

A velha estória da xícara…

Autor: Luiz Trindade

E então, apontando para a xícara com café até a metade o avô perguntou: “Esta xícara está meio cheia ou meio vazia?”. Como muitos já sabem, a resposta depende de quem responde, isto é, do seu ponto de vista. Quantas vezes esta estória não nos foi contada e, mesmo assim, nós nos deparamos com situações em que é bastante difícil ver o seu “lado bom”. Em vista de sanar tal dificuldade, aqui vão algumas dicas:

Quantas vezes, no auge dos problemas, uma pergunta não sai da nossa cabeça: “quem é o culpado?”. Esse passo é o primeiro e o mais difícil. Muitas vezes, as coisas acontecem devido a vários fatores, onde muitas pessoas estão envolvidas. Por isso, mude seu questionamento para “Quais são as causas desse problema?”. Assim, você irá procurar realmente o que deu errado. A maioria dos problemas é consequência do chamado efeito bola de neve. Pequenos gestos podem evitar os problemas mais graves.

Segundo passo: fundamente suas decisões. Não baseie suas conclusões em boatos, mas sim em fatos concretos. Parece fácil, mas não é. Lembre-se: vigiai e orai.

O último passo está bastante relacionado à reforma íntima: tenha uma visão macro. Nós vivemos em rede, pois as ações tomadas por uma pessoa influenciam as outras que estão ao seu redor. Procure ver as ligações existentes nas suas ações e, posteriormente, nas ações das outras pessoas. Isso ajuda a ver a relação causal entre os fatos. Algumas situações têm consequências drásticas e irreversíveis. Os três passos acima não visam a solucionar milagrosamente tais situações, mas eles colaboram em peso para que elas não ocorram. Não é à toa que as fadas mágicas da nossa infância diziam que “deve-se cortar o mal pela raiz”. Depois que o mal já foi feito, o “lado bom” pode ser o pequeno gesto que desencadeou todo o processo, de forma que nós evitemos a reincidência. Com isso, não nos tornaremos super heróis, mas poderemos contribuir para que as xícaras de muita gente – inclusive a nossa – fiquem, na maior parte do tempo, meio cheias.

Fala MEU! Edição 51, ano 2007
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