Infância e Família

Arte de evangelizar com a arte

Autora: Flávia Uhlmann – Grupo Interação

As primeiras considerações sobre a Arte Espírita vêm de Allan Kardec em Obras Póstumas (Capítulo: Influência Perniciosa das Idéias Materialistas – item: Sobre as Artes em Geral – sua Regeneração pelo Espiritismo), onde ele faz uma retrospectiva histórica sobre a Arte Pagã, a Arte Cristã e a Arte Espírita. “A Arte” – assim diz Kardec:

“Irá complementar e transformar a Arte Cristã … Há uma solidariedade incessante entre o Céu e a Terra, entre todos os mundos de todos os universos… O Espiritismo abre para a Arte um campo novo, imenso, ainda inexplorado. E, quando o artista reproduzir o mundo espírita com convicção, encontrará nessa fonte as mais sublimes inspirações, e seu nome viverá nos séculos futuros, porque sobrepõe às preocupações materiais e efêmeras da vida presente, o estudo da vida futura e eterna da alma”.

No livro de Leon Denis, O Espiritismo na Arte, encontramos mensagens do espírito que se apresenta como O Esteta e ele, na mensagem “A arte para os espíritos”de 17/02/1922, dá a seguinte definição de Arte:

Irradiações que provêm de um campo supra-cósmico; essa irradiação mantém em nosso mundo a luz, a grandeza, a força, a beleza, a bondade, que emanam do foco que forma o centro do campo fluídico divino”.

Dentro desta definição tão abstrata do espírito O Esteta , vemos a importância da Arte, então, como irradiações mantenedoras da luz, da grandeza, da força, da beleza e da bondade no mundo. Assim sendo, esta definição traz ao artista, tanto desencarnado como encarnado, muita responsabilidade sobre as obras criadas. Em outro trecho, O Esteta diz:

A arte é para o ser humano o apelo do campo divino. Quanto mais um ser, por sua vontade e seus atos, aproxima-se de Deus, mais está apto a sentir os eflúvios e as vibrações divinas. De acordo com sua evolução, essas vibrações se traduzirão por criações de virtudes, sendo a palavra virtude tomada em sentido bastante geral… A arte é, portanto, um dos meios de se sentir a grandeza de Deus”.

E para concluir, diz O Esteta:

Quando há evolução nos seres, há evolução nas artes. Têm se os primitivos nas artes da mesma forma que nas ações e nas virtudes”. 

Aqui, o pensamento do Esteta vai de encontro ao que Kardec diz em Obras Póstumas no capítulo já mencionado anteriormente. Se formos fiéis aos princípios que abraçamos dentro da doutrina espírita, todo trabalhador da arte, que tenta enxergar a amplitude destas definições, precisa ter muita responsabilidade no estudo profundo e sistemático em seus espíritos, primeiramente, para levar sua expressão artística a quem quer que seja. É um trabalho muito sério.

Fala MEU! Edição 33, ano 2005
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