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Cobertura EDMEC 2007

Autor: Thiago Rosa – Fala MEU! Edição 52, ano 2007

Como poucos, posso me sentir feliz e privilegiado neste Encontro de Dirigentes de Mocidade Espírita da Capital e seus Arredores. Privilegiado porque pude participar de uma grande parte das reuniões de monitoria e me integrar ao grupo, consolidando um ambiente de discussão saudável e que foi de muita validade. Este é um dos lados bons de quando se está junto da equipe que está à frente de certos trabalhos como este encontro, por exemplo.

Fazia tempo que não participava de um grupo assim, aonde as ideias iam brotando, os amigos escutavam, prestavam atenção, melhoravam as ideias e colocavam de novo em debate. E assim foi que se constituiu todo o EDMEC de 2007. Como em uma tarde de confabulação, como se amigos fossem te visitar para conversar em roda, só acalentados por cobertores bem compartilhados.

Este ano, a ideia de trabalhar a “Pedagogia do Afeto” foi encerrada permitindo com que os participantes pensassem sobre a aplicação do tema nos grupos de mocidades que fazem parte, ou mesmo em suas casas espíritas através dos cursos, reuniões ou do ambiente fraternal que pode ser propiciado quando existem trabalhadores que são interessados em ouvir, em abdicar de certas posturas e pensar na questão do sentimento.

Quem esteve presente na manhã de domingo do dia três de junho, que misturava o ar gélido do final de outono com o calor do sol que penetrava pelas janelas, pôde colocar em discussão a sua necessidade como trabalhador. Refletir sobre o grupo que tem em mãos, refletir sobre sua própria postura, sua própria necessidade, necessidade do seu grupo, da sua casa, da sua mocidade. Olhar-se como um individuo em crescente evolução, e pensar por alguns instantes em como criar soluções para pequenos detalhes que ainda estão imperceptíveis ao seu redor e que precisam serem concertados. Ponto chave: saber ouvir. Além de ouvir a si próprio, ouvir o outro. Na verdade, a ideia do encontro foi fazer os próprios dirigentes participantes montarem e construírem toda a discussão e material de estudo. A fonte das ideias foi o inverso. O monitor da sala passou a ser um mero entrevistador de ideias, de personagens e pessoas. Os jovens ao redor é que estavam lhes orientando em como fazer.

Em matéria de estrutura, o Departamento de Mocidade Distrital São Miguel foi realmente cuidadoso. Além da comida farta e muito saborosa, com iguarias especiais aos vegetarianos, a escola que nos abraçou no Jardim Helena – EMEF Raimundo Correia, Zona Leste da Capital, além de limpa, estava bem enfeitada, organizada e muito receptiva. Sem contar com o auditório que poderia receber cerca de 300 pessoas sentadas.

Neste ano, um total de 160 pessoas se inscreveu. Teve baixa no dia em torno de 50. Mesmo assim, o encontro a cada ano se espalha mais e laça cada vez mais jovens que buscam levar algum novo conhecimento ao seu grupo. Não é à toa que tivemos presença de Mocidades das regiões de Jacareí, São José dos Campos, Mauá, Taubaté, Baixada Santista, São José do Rio Preto e todos os cantos da Capital Paulista e Grande São Paulo; Associação Mineira de Pedagogia Espírita – AMIPE e Associação da Pedagogia Espírita de São Paulo – APESP. São aproximadamente 100 instituições espíritas diferentes que fizeram todo este EDMEC 2007. O evento que começou com música, terminou com os olhos lacrimejados pelo som emocionante do Grupo Energia, que encerrou com mais música ainda.

Que possamos colher no futuro, o fruto desta semente germinada.

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