Materiais de Suporte

Compromisso de mais e mocidade de menos

Autora: Ana Maria

O fim do ano chega tão rápido que quase atropela as nossas atividades, que não são poucas. Comumente vemos as pessoas afirmarem que os dias, meses e anos têm passado mais depressa, que ‘antigamente’ as coisas eram mais sossegadas, que nossas vidas eram melhor aproveitadas. Nessa época muitas Mocidades, e até Casas Espíritas por inteiro entram de férias alegando essas diversas dificuldades, os compromissos, a correria.

É inegável que o cotidiano das pessoas tem se tornado conturbado, atarefado, mas se concordamos que nosso dia-a-dia é preenchido com todos esses compromissos, devemos admitir também que somos nós mesmos que tornamos a nossa vida corrida.

Damos tanta atenção aos apelos da vida moderna, aos compromissos sociais, à corrida incessante ao futuro profissional de sucesso, à aquisição de novas coisas, etc., que esquecemos de nos perguntar sobre o que queremos da nossa vida realmente.

Quando se é jovem, as cobranças surgem por todos os lados e se acumulam com o passar de poucos anos. Primeiro vem a cobrança dos pais pelo bom desempenho no colégio, depois vem a cobrança da escolha da profissão, a aprovação no vestibular, a conquista do primeiro emprego. Um pouco mais a frente vem a cobrança pelo namoro, pelo casamento, pelo sucesso profissional, a compra do primeiro carro, etc.

Damos tanta importância ao que os outros esperam de nós que acabamos por esquecer o que nós planejamos para nossa vida, esquecemos no decorrer do caminho quais eram os nossos planos.

E nesse processo todo se encontra a Mocidade Espírita. Um grupo de pessoas que se unem em torno de um ideal, para estudar o Espiritismo, que se encantam com a amizade nascida pelos integrantes, pela alegria nos eventos, pela vontade cada vez maior de fazer parte dessa grande família de jovens (e outros não tão jovens) que compartilham de problemas em comum, mas com certeza de muita alegria, amizade, amor e companheirismo.

Muitas vezes percebemos os jovens reclamando de sua Mocidade, de seu grupo de trabalho, do desinteresse de algumas pessoas, de algumas intrigas. Os problemas são inevitáveis, porém a solução é um dever de todos. Percebemos algumas pessoas se afastando das reuniões da Mocidade em função desses ‘muitos compromissos assumidos’ na vida.

Na construção de um grupo de Mocidade Espírita, a colaboração de cada jovem é mais que importante, é essencial. A presença de cada um na reunião não deve ser “mais” um compromisso assumido, deve ser uma alegria, uma satisfação em estudar a Doutrina. Deve ser um prazer estar reunido com amigos, em ambiente saudável, descontraído e alegre.

Se a sua Mocidade estará de férias nesse final de ano, aproveite para refletir sobre a sua participação nela, sobre o que você tem feito para contribuir com esse grupo e volte com o pique total no ano que vem. Se as reuniões não forem suspensas no final do ano, aproveite e incentive essa discussão no grupo, conversem sobre a importância do envolvimento de cada um. FAÇA A SUA PARTE! Como disse Einstein “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

“Amigo servidor de nossa lida doutrinária! Afeiçoa-te ao clima da fraternidade, e não desistas jamais de construir a harmonia e o vigor moral em tuas relações. Se desistires, nunca encontrarás o trabalho pronto. Se te preocupas que haja laços mais amáveis e cordialidade, é porque devem começar por ti. Adianta e assume o denodo no qual a grande maioria tem abandonado. Convivência no amor é fruto de superação pessoal na obra da renovação interior.

Postergar tal compromisso é o mesmo que adiar tua própria melhoria. Feliz a advertência do Senhor em concitar o amor ao próximo na justa medida do amor a si mesmo. É que teu convívio com o outro será reflexo fiel de como convives contigo nas experiências da vida. Constrói teu grupo de amor e adiciona-lhes os propósitos elevados como garantia imorredoura de vitória e felicidade, na Terra e na ‘Vida dos imortais’”.

 Trecho do texto ‘Construindo Grupos Sérios‘ do livro – UNIDOS PELO AMOR pelos Espíritos: Ermance Dufaux e Cícero Pereira

Fala MEU! Edição 34, ano 2005