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Continuidade da mocidade espírita

Autor: Rodrigo Prado

O que é a mocidade espírita?

Pode até parecer estranha essa minha pergunta, mas será que você sabe respondê-la realmente? E quando digo realmente, me refiro não a uma resposta já previamente formulada, mas quero saber o que a mocidade é realmente para você.

Em muitos centros se ouve um conhecido chavão dos mais velhos que apoiam esse grupo: “O jovem é o futuro do centro espírita!”. O que você sente ou pensa quando ouve isso? Te soa algo pesado? Responsabilidade? Ou algo natural que acontecerá com o tempo e de forma tranquila?

Fiz essa introdução com estes dois questionamentos, para que você jovem pare um pouco e pense… Eu acredito muito no jovem, principalmente no jovem espírita, no participante de mocidade, pois este ao contato com a doutrina passa ou pode vir a fazer uma grande diferença na sociedade, melhorando a sua moral, o que refletirá num mundo melhor.

Já algum tempo tenho visto que há mocidades que estão encontrando dificuldades em preparar novos trabalhadores para darem continuidade nas mesmas, e um fator que agrava a situação é que o ciclo em nossa vida não para, ou seja, hoje estamos na mocidade, mas daqui algum tempo, por assumirmos novas atividades no centro, no trabalho, na vida, etc, acabamos uma hora ou outra não participando mais ativamente da mocidade ou até saindo dela. Mas quando isso ocorre, se não há outros jovens para continuar o trabalho, o que acontece…? A mocidade começa a passar por sérias dificuldades, vindo algumas vezes até a deixar de existir.

Para resolver esta questão, fica bem claro que outros jovens, ou melhor, os participantes da mocidade, venham também a colaborar com o grupo. Porém a grande maioria destes não se manifestam a respeito, uns não se acham capazes e outros até se negam claramente a tal atividade.

E como fazer para motivar, incentivar, conquistar o participante? Uma das possíveis formas é discutir com o jovem e fazer ele entender os dois questionamentos iniciais que fiz, pois se o jovem entende o que é mocidade, com certeza ele perceberá o quanto esse grupo é importante, o quanto pode crescer nele, que a mocidade não é só um grupo onde se encontra uma vez por semana com os demais jovens e ao sair dali não terá contato até o próximo encontro, ela pode e deve ser um grupo de amigos, onde estes se falem durante a semana, se encontrem, saiam juntos, etc. Quando o jovem torna a mocidade essa coisa gostosa, ela entra em sua vida de tal forma que ficar sem ela passa ser algo impensável, não se imagina fora do grupo e naturalmente o trabalho na mocidade passa a acontecer, ou seja, ele começa não só a ser participante, mas também trabalhador da mesma, pois percebe que não é algo dificultoso nem pesado se dedicar à mocidade.

Para ajudar nessa ampliação de visão da mocidade, o D.M. USE Distrital Penha em parceria com a SAM – Secretária de Apoio a Mocidade do DM USE Regional São Paulo, irão realizar no dia 22/10/2005 sábado das 18h às 20h e no 06/11/2005 domingo das 16h às 18h, no C.E.E. José Herculano Pires, à rua Alicante, 389 – Vila Granada/Penha, um treinamento para Formação e Reciclagem de Dirigentes de Mocidades, com o objetivo de reciclar aqueles jovens que já são dirigentes de mocidades, e também, mas principalmente, dar dicas, pois não há receitas de bolo, de como mobilizar aquele jovem da mocidade – através do enfoque acima descrito – que tem um grande potencial a se tornar um trabalhador ou dirigente da mocidade. Os dois dias são continuação um do outro e para participar, basta enviar por e-mail o nome da pessoa, mocidade que participa e região que fica. O curso é gratuito, porém a inscrição prévia é importante para prepararmos o material didático.

Eis aí mais uma forma de ajudarmos na continuidade da mocidade espírita, esse grupo que merece tanto o nosso carinho e respeito pelo muito que dele já recebemos, através da mensagem consoladora que o Espiritismo nos propõe e dos muitos amigos que fazemos durante essa época maravilhosa de nossa vida.

Fala MEU! Edição 32, ano 2005