Reforma Íntima

Convivendo e melhorando

Autor: Joelson Pessoa

O ano de 2006 foi intenso para mim.

Fatos felizes e outros desagradáveis aconteceram. Obtive alguns sucessos e outros, contrariando a minha vontade, foram adiados.  Faz parte!

Entretanto, escolhi ser justo e valorizar o que merece ser reconhecido: a importância dos amigos e companheiros que tiveram maior ou menor presença nos meus dias, tornando-os mais alegres, agradáveis e significativos. Eu amadureci um tanto neste ano, e esta ocorrência não poderia ter se operado por si mesma, é o resultado da convivência com as pessoas, sobretudo da boa convivência.

O meu círculo de convivência não se restringe ao movimento espírita, de forma alguma, embora seja nele que encontro um maior número de pessoas afins, graças às atividades em comum, que nos aproximam e nos ajudam a conhecer uns aos outros.

Porém, como estou escrevendo para o meio espírita, quero agradecer aos muitos amigos e companheiros de atividades pelo bem que me fizeram, foram tantas atitudes simples, mas que serviram para tornar mais leve e mais prazerosa a minha vida.

Agradeço pelos abraços afetuosos (e eu posso distinguir um bom abraço de um abraço convencional), agradeço os convites para a realização e participação em palestras, encontros e atividades, que são muito mais uma expressão de carinho e voto de confiança daqueles que me convidaram, do que os méritos supostamente atribuídos a mim. Agradeço pelos almoços, jantares, pizzas e cofee-breaks com que fui recepcionado por tantas vezes (continuem assim), agradeço às caronas (nossa, quantas!) que me facilitaram o trabalho, permitindo que eu me deslocasse, vencendo distâncias para a realização de trabalhos junto às mocidades e ao movimento espírita. Agradeço aos empréstimos… Claro, os empréstimos, para as situações em que me faltaram dinheiro, não me faltaram as colaborações providenciais, não me esqueci de ninguém. Agradeço pelas toalhas, colchonetes, sabonetes e peças de roupas cedidas em tantos encontros fora de São Paulo. São tantas as viagens, é comum esquecer alguma coisa. Agradeço a hospedagem confortável que tantos amigos me disponibilizaram em suas casas, recebendo-me com atenção e dedicação. Agradeço a companhia que tive, em situações variadas, o zelo que amigos tiveram em mostrar-me suas cidades, seus pontos turísticos. Agradeço a confiança que tanta gente bacana depositou em mim, compartilhando suas vidas, suas histórias, suas dores… como eu crescia com essas experiências, (a cada depoimento colhido, aumentava a minha convicção de que o espiritismo não traz solução imediata para os problemas de ninguém e que caberá a cada grupo estruturar uma metodologia mais consistente para propiciar respostas e meios para o autoconhecimento e a reforma-íntima, com menos fantasias e maior objetividade). Continuando: na minha condição de necessitado (necessitado de que?!) de todas as coisas que a maioria das pessoas necessitam: afeto, compreensão, amizade, atenção, orientação, etc… Eu também pude, por minha vez, confiar em alguns amigos e companheiros e expor minhas preocupações e carências, hoje sou mais feliz por ter construído laços de confiança e cumplicidade sadias, que me trouxeram orientações e reabasteceram meu tônus motivacional para prosseguir, apesar das contrariedades. Como agradeço estas horas de boa conversa reconfortante, de alto significado existencial, estas trocas de entendimento ocorreram em quiosques na praia, em dormitórios de confraternizações, em quartos em que fui hospedado, durante o trajeto de um evento até a rodoviária, durante um almoço na casa de alguém e até em pequenos grupos de estudos, em centros espíritas (isso deveria ocorrer com muito maior frequência, em beneficio de muita gente que, apesar de estudar a doutrina, não pôde ainda experimentar um bem-estar consigo mesmo, para prosseguir com maior ânimo, em seu caminho existencial).

Agradeço pelas dicas e correções que me foram feitas, por outros pontos de vistas que me foram apresentados nos inesquecíveis momentos de discussões, sim, agradeço também por isso. Sou grato aos companheiros do Departamento de Mocidades, da Distrital até à Estadual, que me proporcionaram oportunidades preciosas de trabalho digno e de aprendizado imortal.

Agradeço muito aos companheiros que atenderam solicitamente aos meus convites de trabalho e me auxiliaram com capricho.

Sinto gratidão pelos telefonemas, e-mails e até cartas recebidas, externando bronca, estima e consideração…

Alguém poderia desejar saber por que não citei nenhum nome, será que é por que eu poderia esquecer alguém e cometer alguma gafe? De jeito nenhum, enquanto eu escrevo cada situação, me lembro de todos os rostos, todos os nomes. Estão vivas em minha memória todas as paisagens, as cores e os sabores… Ocorre que a lista é grande, e este artigo que pode estar aguado para alguns paladares, poderia ficar ainda mais cansativo, se apresentasse de zenas de nomes, muitos desconhecidos.

Desejei compartilhar com o amigo leitor, de maneira bastante sintética, o imenso valor que está misteriosamente inserido na convivência. Eu não seria a pessoa que sou hoje, se não fosse pela contribuição das pessoas que tomaram lugar na história da minha vida. Com isto não pretendo dizer que sou pessoa maravilhosa, não, ainda não sou homem de bem, já disse isto em outras ocasiões e vou repetir aqui: apesar de não ser homem de bem, eu seria uma pessoa ainda mais infeliz, atrasada e ignorante se não fosse a doutrina para me instruir e muitos de vocês para me ensinar a Amar. Convém valorizar o que já se consegue Ser, e assim, de bem consigo, caminhar com passos mais seguros para alcançar o que se deseja Ser (mas ainda não é).

Fica registrada aqui uma simbólica expressão da minha gratidão e reconhecimento por todos vocês que de alguma forma, souberam repercutir em meu coração.

Possa eu, algum dia, de algum modo, poder retribuir esses tesouros.

Boas festas !

Beijos e abraços à todos.

Fala MEU! Edição 46, ano 2006

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