Opinião

Crônica de um cidadão comum

Autor: Léo Queiroz

Nos últimos tempos temos passado por dias difíceis. Nesta nova era de mudanças passamos por momentos onde, aparentemente, somos assolados por aquilo que muitos acreditam ser o fim dos tempos.

Porém, vejo de forma diferente, vejo que essa é a ultima ação desesperada daqueles que lutam contra a evolução. Como todos sabemos, nosso orbe está em fase de transição de um planeta de provas e expiações para um plano de regeneração. Sim, regeneração, pois como se tem visto nos últimos tempos a população tem se dividido em duas linhas opostas de raciocínio. Uma parte em busca da paz, do conhecimento, da harmonia, da evolução e de tudo que esteja relacionada a ela. Em contra partida, encontramos aqueles irmãos que ainda se apegam à matéria, à violência, aos vícios e tantas outras coisas que por eras vêm comprometendo a evolução da humanidade. Porém, agora notamos o início de severas retaliações dos planos inferiores que tentam desesperadamente lutar contra essa transição. Pois bem, sabemos que é desta forma onde se dá início à separação do joio e do trigo.  Assim, nossos irmãos ainda endurecidos oferecem forte oposição a esse processo e, como resultado disso, temos visto os últimos acontecimentos retratados pelos meios de comunicação. Acredito que agora seja necessário pedir calma a todos os leitores. Para nos mantermos em constante vigilância e oração, mesmo com o conhecimento que se trata de uma árdua tarefa, pois, assim como muitos, também me sinto indignado diante tais fatos na nossa história. Ainda mais quando na televisão mostram a alucinação e hipnose de uma população consumista e alienada por um inconsciente coletivo.

Revolto-me a ver os efeitos de uma educação falida, onde nossas crianças são facilmente corrompidas e induzidas cada vez mais cedo às drogas, ao sexo desenfreado, à uma inversão abominável de valores e conceitos. Porém quando me sinto tomado pelo ódio, noto o rumo que começo a tomar e percebo que esses sentimentos desqualificados me levam a um patamar de igualdade com esses irmãos.Vejo quantas oportunidades tive de fazer melhor e não fiz; tantas vezes que inconscientemente deixei de exercer uma boa influência; tantas vezes me deixei levar por rumos tortuosos e sombrios e, percebo assim que ninguém é inocente. Todos os acontecimentos estão relacionados com nossa própria postura, com nossa omissão, nossa raiva, nossa conivência e medo. É chegada a hora de trabalharmos com sabedoria e conseguirmos auxiliar a espiritualidade, para que essa transição ocorra da forma mais amena possível.  De vemos, acima de tudo, agir como grandes multiplicadores e pregar não só cidadania, respeito e civilidade, mas, acima de tudo, as máximas do Cristo.

Falei acima de fatos que muitas vezes nos fazem desacreditar da humanidade, entretanto, nas minhas andanças, tenho me deparado com vigorosos exemplos de que a humanidade ainda toma o rumo certo. Tantas foram as vezes que almas caridosas nos deram as mais belas lições de altruísmo, caridade, fraternidade, carinho, respeito e tantas outras atitudes que me motivaram a seguir em frente. Por causa disso não desisto e convido a todos nessa gloriosa jornada, não somente em rumo a novos dias, mas, a novas lições, experiências e oportunidades de crescimento.

‘Um dia eu encontrei um mundo doente e notei que eu estava doente. Busquei uma cura, mas só isso não adiantou e, por este motivo, resolvi fazer algo por todos que estão doentes, por meus amigos e irmãos, amores, inimigos, desafetos e todo aqueles que, assim como eu, desejam um mundo melhor. Não esquecer ainda que, antes de algo para melhorar o mundo, tenho que fazer algo pare me melhorar, pois isso já ajuda pra caramba!’

Fala MEU! Edição 39, ano 2006
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