Assuntos Diversos

Educação para a morte

Autor: Glauco Oliveira

A alma nada leva consigo deste mundo?

Resposta: Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou amargura, de acordo com o emprego que fez da vida. Quanto mais pura, mais compreende a futilidade do que deixa na Terra – Questão 150-B de O Livro dos Espíritos

Somos um só ser que passa por várias existências na massa carnal. Somos imortais. Certo? No entanto, observamos o medo generalizado quando o assunto é a morte.

Pois bem. Esse é um problema que temos a superar, porquanto a Doutrina Espírita fornece todos os subsídios para uma vida sem medo da morte. Então, a instrução nós já temos, resta-nos o educar a si mesmo.

O espírita não deveria cultivar a essência (alma) em detrimento do corpo?

Todavia, o modismo, hoje, prega o contrário: cultuem o corpo e deixem a moral, o bom convívio, a caridade para depois. Curta, que a vida é curta.

Esse é o lema praticado ali na esquina, ao lado! Nossos lemas espíritas básicos sendo devorados pelo deus da beleza, do prazer.

Assim, o que deveremos fazer é o oposto: não nos deixar corromper pelos ideais lá de fora e cultivar a essência do ser humano. Dessa forma, estaremos nos desapegando da materialidade e nos preparando para a verdadeira vida: a espiritual.

Devemos nos condicionar a ter sempre esse norte. É uma labuta árdua e que exige paciência diária, autoconhecimento: “orai e vigiai”.

Por outro lado, o que mais nos pode causar o medo da morte?

A morte deve ser discutida, sim. É um processo natural não o é? Pois então, por que o receio em discuti-la, estudá-la? Faz parte de nossa natureza, edificação e transição.

Ou outros acreditam que nós, por sermos espíritas, não tememos a morte. E muitos de nós nos iludimos sobre isso, nós também achamos que não a tememos.

Isso é um mito a ser superado. Nós também nos esquecemos que morreremos, embora seja muito bem teorizada por nós.

Nos filmes e jornais televisivos o massacre tornou-se banalizado, não nos sensibilizamos mais.

Esqueceu-se que já morrera em todas as outras vidas passadas? Sim, e esse esquecimento (tão-somente nesse assunto) parece não nos ajudar. Por isso é

que devemos trabalhar com naturalidade a ideia da morte como uma transição necessária, uma Vivência, uma passagem, e que nossa vida é somente uma: a eterna vida do Espírito.

Esgotamos o assunto sobre a morte? Não! É um assunto tão vasto que existem estudos mais aprofundados: Tanatologia é a ciência que estudo da morte. Os tanatólogos estão certos em estudar a morte, porquanto faz parte de nós e do nosso aprendizado. Por que não refletir sobre o significado da morte?

Há, também, em outras culturas como a Índia o desapego ao corpo e vivem em função do AMOR divino e da devoção ao Ser Supremo. Estão mais adiantados que nós?

E não estou fazendo apologia ou proselitismo à morte, mas estimulando o pensar na morte como um processo natural ao qual, todos nós (você e eu), estamos fadados.

Enquanto a hora derradeira não chegar, que a paz esteja com todos!

 

Fala MEU! Edição 69, ano 2008
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