Opinião

Escolhas

Autor: Thiago Magri

Quando perguntam: quem você é? O que faz? Onde vai? Como vive? As respostas dependem de suas escolhas, para estas e muitas outras perguntas. Deus nos deu a liberdade de escolher. Será que estamos usando-a bem? Vivemos muito tempo de nossas vidas escolhendo e para isto precisamos pensar. Devemos agir com emoção e razão, analisando este ponto com conhecimentos e aquele com sentimentos. Porém escolher nem sempre é tão simples. Vou usar meu exemplo.

No segundo ano do ensino médio decidi que iria cursar jornalismo, pois sempre gostei de português e de escrever. O tempo ia passando e na época já tocava violão. No terceiro ano surgiu a dúvida: música ou jornalismo? Estava confuso, mas a música ganhou mais espaço e me envolvi a ponto de retomar os estudos. “O vestibular para o curso de música na USP é difícil, mas com força de vontade, treino e dando o máximo de dedicação, você consegue passar”, disse meu professor certa vez. Eu comecei estudar no segundo semestre de 2007 e o vestibular estava próximo. Estudei erudito, história da música e alguns compositores, foi interessante e aprendi muito, mas não passei. Fiz a prova tremendo, quase não conseguia montar os acordes, estava inseguro e despreparado. Depois, quando fui embora, fiquei aliviado, não era isso que realmente eu queria.

No ano seguinte, já terminado o ensino médio, comecei a cursar Análise de Sistemas – curso de informática. Eu sei, nada a ver, mas segui o mercado de trabalho e as oportunidades que essa área poderia trazer financeiramente, diferente de Música e de Jornalismo, assim pensava. Encarei com coragem, cursei o primeiro semestre e saí porque a faculdade era ruim, sem estrutura. Ia fazer um cursinho pré-vestibular, em agosto para tentar Sistemas de Informação, pois Jornalismo era muito concorrido. Um amigo me disse onde tinha estudado e que valia a pena continuar na área de informática. Então desisti do cursinho e entrei nessa faculdade, agora cursando Sistemas de Informação. Lá o ensino realmente era bom e conheci coisas novas. Em alguns momentos acreditava que seria um programador ou que trabalharia com redes.

Este ano, em janeiro, estava completamente confuso. O Jornalismo “falava” novamente em minha mente. Comecei a pensar e durante semanas fui colocando tudo na balança. Dessa vez segui o que meu coração mandava, ignorando estatísticas e conselhos. Quase deixei minha família louca, mas depois eles compreenderam. Finalmente estou cursando Jornalismo e está tudo bem.

Eu toco violão e guitarra e a música para mim é fundamental. Gosto de informática e tecnologia, sei a importância que ela tem e os avanços que essa área proporciona. Porém nenhuma destas serviria como profissão para mim. Essa foi minha escolha.

O que quero dizer com tudo isso é que sempre temos duas escolhas. Escolher é como “dirigir” a vida, guia-la para um sonho, um objetivo. A escolha é sempre difícil, pois alguma coisa ficará para trás e o desafio consiste em reconhecê-la e assumir as responsabilidades. Nosso futuro depende das escolhas que fazemos hoje, a cada instante. A pessoa que nos transformamos, o caráter que construímos, a maneira como vivemos são consequências de nossas escolhas. Quando escolhemos com o coração, nos entregamos completamente e tudo flui muito bem. Pensando com amor e usando o raciocínio nossas escolhas serão melhores e significativas.

Você está pronto para escolher?

Fala MEU! Edição 73, ano 2009
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