Opinião

Eu, você e toda esta modernidade

Autor: Filippo Carmona

Paulo assiste a um programa de TV e ouve falar de espiritismo. Se interessa pelo assunto e pesquisa no Google. Jonas descobre que no Orkut existe uma comunidade sobre jovens no espiritismo e, mais ainda, que um grupo de jovens se reúne em sua cidade para discutirem o assunto.

Juliana recebe um SMS de seu amigo lembrando: “Neste final de semana tem reunião do nosso grupo de jovens! Não falte, hein! ;)”.

Rodrigo filmou o último Encontro de jovens e colocou no Youtube para mostrar para seus amigos que não conhecem. Já Yuri disponibilizou as fotos do Encontro online.

Daniel colocou as músicas gravadas do grupo em um “4sha-re” e Gabriel atualiza o blog da mocidade com as novidades da semana.

Filippo recebe uma newsletter chamada “Fala Meu!” em seu email.

O mundo de hoje não anda, corre! E com a busca pela inclusão digital, o acesso cada vez mais globalizado pelas informações de jovens de todas as classes e regiões, acaba por potencializar e amplificar também, se usado de maneira sábia, o espiritismo.

Hoje temos inúmeras ferramentas para nos comunicarmos, trocarmos experiências, falarmos entre nós e, principalmente, nos unirmos. MSN, Youtube, Orkut, blogs e fotologs. Existe um mundo paralelo que nos possibilita encontrarmos quem quisermos, de qualquer lugar, no momento em que quisermos.

Ok. Mas… Nós usamos estas ferramentas corretamente?

Sabemos conquistar o jovem a partir delas? E, principalmente, as usamos coerentemente com o que aprendemos no Evangelho?

Nos tempos de Jesus, as ferramentas eram completamente diferentes, acredite. Mas mesmo assim, o Mestre nunca deixou de utilizá-las a seu favor. Ouso dizer que, se os ensinamentos dele sobrevivem até hoje, seu grande mérito foi, com o perdão do trocadilho, vender seu peixe.

Um exemplo prático eram os locais em que Jesus escolhia para “apresentar” o Cristianismo. Em sua maioria, ele optava por vilarejos em que houvesse grande circulação de mercadores, principalmente pela diversidade de culturas pelas quais poderiam receber a boa nova e, obviamente, agilizando a divulgação de sua palavra e fama.

Outra peculiaridade eram os locais físicos escolhidos. Como acabava formando um aglomerado de pessoas em todo lugar que ele se pronunciava, Jesus buscava locais que favorecessem a acústica para atingir maior número de pessoas, como, por exemplo, lugares altos ou rodeados por pedras. Não é uma lição de marketing?

Portanto, amigos, acho válida toda e qualquer forma de divulgação do espiritismo, contanto que saibamos utilizá-la de acordo com as éticas cristãs. E que percamos a vergonha de nos mostrar para o mundo, um sentimento que às vezes recai sobre nós sem que percebamos.

Eu faço a minha parte, e você?

Fala MEU! Edição 60, ano 2008
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