Assuntos Diversos

Influência do conhecimento espírita na prática profissional

Autora: Cristina Braga

“Não se pode ser bom pela metade” – Leon Tolstoi

  • O advogado que habitualmente mente, ou distorce o que sabe para ganhar uma causa;
  • Uma vendedora omite informações sobre o produto para empurrar a mercadoria ao cliente;
  • Um servidor público atende com indiferença alguém que lhe solicita no guichê;
  • O comprador que aceita presentes e agrados para favorecer um fornecedor;
  • Aquele comerciante (dono de posto), batizou sua gasolina para ampliar seus lucros;
  • Um médico atende um paciente, numa consulta de 3 minutos, sem nem lhe olhar nos olhos; • Há taxistas que fazem o caminho mais longo, para cobrar mais do seu passageiro;
  • Aquele policial, em patrulhamento de rotina, aborda transeuntes na rua, com truculência;
  • Muitas professoras, na sala de aula, corrigem provas de outras turmas, enquanto um aluno faz a sua vez passando o ponto na lousa.

Como será que podemos harmonizar o conhecimento religioso e moral que adquirimos na Doutrina e dentro do centro espírita com a prática profissional?

Vemos no dia-a-dia  pessoas assumindo múltiplas personalidades, são uma coisa dentro do centro espírita e agem fora com discrepâncias. Bom, somos humanos, falíveis e reencarnamos sempre com o objetivo de colocar um basta em nossos processos viciosos. Pelo menos é com o que nos comprometemos antes de vir para cá.

Aqui nesse mundinho nos deparamos com questões óticas e morais, precisamos decidir rápido para dar a toda hora o testemunho da nossa fé. Damos de cara com subornos, indiferenças, omissões ou distorções dos fatos, tudo em prol de benefícios (geralmente materiais) de alguns. Pequenos atos que batem de frente com o nosso conhecimento espírita, que tanto amamos. Ora, se sabemos que está moralmente errado levar vantagem, porque ainda assim o fazemos? Porque repetimos o erro? No exercício de cada profissão é possível exemplificar bem isso.

Como jornalista, por exemplo, sabemos o poder que a mídia tem, que tanto pode ser para o bem de uma pessoa, ou comunidade, como também pode arrastar para a lama a reputação de muitos. O escândalo é necessário e deixai que venha o escândalo para que todos possam refletir sobre os seus atos. Mas há distorções e exageros que não podemos compactuar, certo? E a, o que fazer? Oramos e vigiamos para que, como diz o Evangelho não façamos aos outros o que não gostaríamos que fizessem com a gente. Cristo foi claro nesta lição. O fato é que temos que combater a mediocridade em todas as vertentes, de círculos falidos. Sob este aspecto, como diria Leon Tolstoi, não se pode ser bom pela metade. Meias-verdades, meias-mentiras, meio caminho para o fim.

Façamos é a nossa parte agora, para mais tarde, colocar a cabeça no travesseiro, com toda paz de espírito.

Fala MEU! Edição 65, ano 2008
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