Assuntos Diversos

Islamismo é destaque no mundo

Autor: Joelson Pessoa

Após os atentados e mais atentados ocorridos nos Estados Unidos, que passariam a ser conhecidos como “11 de setembro” em alusão à data em que morreram mais de 3000 pessoas morreram naquele dia fatídico, o Islamismo e seus adeptos, os muçulmanos, se tornaram objeto de curiosidade e reportagens frequentes nos veículos de informação.

Ocorre que as notícias são quase sempre veiculadas de modo a confundir o terrorismo com a religião islâmica. Determinadas matérias inclusive causam a impressão de que o mundo está dividido: o oriente islâmico e o ocidente cristão.

Ora, não será sensato atribuir à religião a responsabilidade de alguns criminosos fanáticos, ou então deveríamos atribuir culpa ao cristianismo pelas ações detestáveis de Napoleão, Hitler, Mussolini, dos Papas inquisidores, dos ditadores militares que aterrorizaram a América Latina, do Bush, enfim, todos cristãos.

Quem terá feito mais criminosos, o oriente islâmico ou o ocidente cristão?

Assim, objetivando um efetivo Aprender a Conhecer, etapa básica que precede o Aprender a Conviver, tivemos a valiosa oportunidade de receber uma autoridade islâmica, Sheik Mohamed Ragheb (Sheik Ragip), que aplicou uma oficina sobre o islamismo, religião oficial de mais de 30 países e os adeptos. Em todo o mundo, podem passar de um bilhão de pessoas. Quem foi na 37ª Confraternização das Mocidades Espíritas da Capital e Arredores (COMECAP), ocorrida no final de setembro, pôde fazer parte desta oficina privilegiada.

Sobre os aprendizados, assim comentou a jovem Sarah Imad, participante desta oficina: “Segundo o Sheik, o islamismo é uma religião baseada nos ensinamentos de Maomé, ‘o profeta’ que, conforme os muçulmanos, é o último que virá a Terra”. A palavra ‘Islã’ significa aquele que segue a Deus, e milhares de muçulmanos como em qualquer religião não apóiam qualquer tipo de violência. O sheik afirmou que não há nenhuma relação entre islamismo e o terrorismo e que é exatamente o contrário: no islamismo Deus proíbe o conflito, a agressão, então é uma contradição afirmar que terroristas são muçulmanos, como também afirmou que o Alcorão (livro sagrado do Islamismo) é um passo para mostrar um caminho certo e não errado”. E ela ainda concluiu: “Enfim, foi uma experiência muito boa que nos ensinou a aceitar o diferente e respeitar sua opinião e também a vencer preconceitos”.

Os participantes puderam tirar dúvidas e fizeram muitas perguntas causando uma boa impressão ao nosso convidado: “Fiquei muito impressionado com o bom nível do pensamento, das perguntas  e da atitude dos jovens, apesar da pouca idade. Que Allah (O Altíssimo) ilumine cada vez mais o coração de todos com amor a Ele (O Supremo)”, disse o Sheik.

Estamos cientes de que este foi apenas um passo no sentido de um mundo melhor, contudo, estamos todos convictos de que foi mais um passo seguro. Outros serão dados

Fala MEU! Edição 44, ano 2006
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