Entrevistas

José Baliero, bate-papo sobre o jovem e espiritismo

Autor: Thiago Rosa e Rodrigo Prado

O FM! foi até a Rede Boa Nova de Rádio, no dia 11 de fevereiro, no programa Momento Espírita, para entrevista ao vivo com o presidente da USE Estadual de São Paulo, José Baliero, para falarmos em especial sobre o Congresso Espírita.

É com grande oportunismo e felicidade que reproduzimos parte de nosso bate-papo e as idéias que fluíram, aqui no nosso Boletim Fala Meu!

E por sinal, foi numa grande tarde chuvosa, chuva de verão, onde depois de um aperto de mãos, Momento Espírita no ar…

“Na decorrência do evento (1º Congresso Estadual de Espiritismo), desdobramento dos anos 40 do século passado, o espiritismo só se resumia a prática mediúnica. Não atraia os jovens. Nos anos 60 é que foi enfatizado a necessidade do estudo entre as casas espíritas. Os jovens então começaram a ter hora e vez no espiritismo…”

“Nós temos muitas divergências. Estamos trabalhando a convergência. Nossas divergências são pequenas, mas devem ser tratadas. O grande problema é que os momentos negativos criam sempre uma  grandiosidade incontrolável…”

“Todos os movimentos correm o risco da cisão. No conceito espírita não existe nenhum. Existe isso sim no movimento espírita. Mas é normal para o ser humano que ainda é orgulhoso…”.

“O centro espírita atende a todas as fases da vida do ser humano. Existe até uma importância maior para a adolescência onde a casa espírita pode ajudar e dar sim a sua contribuição”.

“Vemos sempre pessoas com mais de 40 anos, adultos acima de 28 anos com atividades nas Mocidades. Existe porém um período obscuro. Um período onde o jovem vai à faculdade e se desinteressa pelo trabalho que realizava até este momento. Sinto que nas casas espíritas onde os trabalhos são integrados, o desdobramento dele é maior, quando se separa é menor”.

“Enquanto só se cuida do trabalho de unificação, o jovem acaba por não ter pátria, não ter vínculos. E deve existir o vínculo entre o jovem e a casa espírita. É importante que o dirigente espírita adulto dê ao jovem oportunidade de crescimento, de respeito. Temos que encurtar os espaços…”.

“Jovem e adulto tem que conviver. Nós adultos temos que observar e explorar mais o jovem”.

“E não podemos esquecer que a juventude de hoje tem mais cultura, mais preparo que os mais velhos. Porque não então aproveitar este jovem? Tem que existir integração! O jovem tem mais facilidade de interação, de comunicação, porém tem que ser integrado a casa espírita…”.

Fala MEU! Edição 48, ano 2007