Doutrina Espírita

Journal D’Études Psychologiques

Autor: Rodrigo Prado

Já vi e ouvi vários jovens se questionarem – e eu mesmo já fui um deles – sobre os animais, se têm alma, se possuem inteligência, o que acontece com eles depois que desencarnam e mil e uma outras perguntas que se vêm a mente sobre esses seres tão queridos e que sem dúvida tiveram e têm um papel muito importante ao longo do desenvolvimento da humanidade na Terra, pois nos têm acompanhado, ou será o contrário, já que nós seres humanos surgimos na Terra muito tempo depois deles já aqui residirem.Esse assunto – Animais – é abordado por Allan Kardec em o “Livro dos Espíritos”, em sua 2ª parte, Capítulo XI, item “Dos Três Reinos”, sub-item “Os Animais e o Homem”, onde o codificador faz inúmeras perguntas aos espíritos, que sem dúvida responde a vários questionamentos que podemos fazer. Mas esse tema não foi ali explorado em seu limite, seja por falta de espaço, seja por conhecimentos, etc, e Kardec jamais teve a pretensão de esgotálo e bem com outros diversos temas. Para tal, Kardec editou durante doze anos, precisamente entre 1858 à 1869, um importante meio de comunicação que se chamou “Revue Spirite ou Revista Espírita” e nessa revista, o assunto que aqui exposmo é amplamente discutido e muitos fatos são trazidos sobre esses querido seres. Para tal, basta dar-se uma olhada na revista de 1858, no mês de março, no item “Júpiter e alguns outros mundos” e no mês de abril no item “Conversas Familiares de Além Túmulo – Descrição de Júpiter”, ou ainda na revista de 1860, no mês de julho, no item “Dos Animais” pelo espírito Charlet e posterior item “Exame crítico das dissertações de Charlet sobre os animais”. O leitor ao folhar as páginas da Revista Espírita irá perceber o quanto esses doze livros são importantíssimos para o Espiritismo, pois neles vários assuntos são abordados, os mais diversos possíveis, pois Kardec sabia que as pessoas se interessam por diversos temas e nada melhor do que aproveitar o Espiritismo para esplicá-los.Eis leitor, um vasto material a ser explorado, e que pouco é conhecido e lido pelos Espíritas. A sua leitura é fácil e gostosa, com várias histórias e estudos, o que prende a nossa atenção. Pois bem, fica essa sugestão, fundamental na formação da nossa base doutrinária.

Fala MEU! Edição 31, ano 2005

 

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