Opinião

Jovens alienados ou revoltados?

Autor: Juliano Garcelan

Em poucas gerações, a juventude de uma maneira geral, alienou-se dos problemas reais que afligem o mundo e tentam viver ou criar uma sociedade de mentirinha. O lazer de tempos idos, saudável e até educativo, ficaram para trás.

Hoje, o que vale, é a latinha de cerveja em roda de amigos, a balada onde rola algumas drogas e o sexo descompromissado.

Influenciados pela moda, tornam-se escravos da mídia implacável. Receiam ser rejeitados pelos grupos a que pertencem. Sentem vergonha de se declarar virgens ou recusar a fumar um baseado e assim por diante.

O resultado desse quadro apresentado é de cada vez mais drogados e desastres automobilísticos envolvendo a “Juventude Transviada” (filme com James Dean).

Os anos pós-guerra trouxeram essas calamidades. A partir da década de 50, bandas e cantores populares, começaram a enaltecer a virtude das drogas e a juventude se deixou iludir. Mesmo quando esses falsos “ídolos” começaram a morrer de overdose.

À medida que determinados costumes foram abolidos na educação familiar (um deles a educação religiosa), notou-se que o respeito para com as pessoas era cada vez mais ausente.

E a cultura? Esses jovens alienados talvez nem sabem o que é isso! Se perguntado o que ocorreu em determinada data festiva em que é comemorada uma efeméride, não sabem; respondem apenas que é feriado e que estão numa boa.

“Enquanto o vício se nos reflete no corpo, os abusos da consciência se nos estampam na alma, segundo a modalidade de nossos desregramentos”. Essa frase é de Emmanuel com psicografia de Francisco Cândido Xavier (do Livro Religião dos Espíritos, 5 – FEB).

Os possíveis leitores deste artigo dirão: – esse cara ta pegando no pé do jovem.

E eu responderia: – não há regra sem exceção -, pois eu acredito que esse tipo de jovem é minoria; uma minoria que influenciam muitos outros!

E é aí que entra a Juventude Espírita. “O Espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar” – Emmanuel – Chico Xavier, do “Livro da Esperança”.

Usando a expressão latina “similia similubus curantur”, ou seja, os semelhantes curam-se pelos semelhantes (a base da homeopatia), os jovens espíritas têm a facilidade de se aproximar de seus iguais. Em cada adulto, o adolescente alienado vê os pais repressores, limitadores e até tiranos.

Dessa forma, usando do conhecimento espírita, a juventude (que na verdade não são jovens) poderá com amor e dedicação fazer o que nenhuma outra organização fará.

Acredito que os primeiros espíritas brasileiros e de outros lugares do mundo estão agora reencarnando e um bom observador poderá notar que o plantio de ontem está sendo colhido hoje!

É dessa forma, que nós espíritas contribuiremos para o progresso deste Planeta e, a cada reencarnação, seremos muitos mais.

Talvez, a grande doença que grassa entre essa juventude seja pensar que não é ninguém, daí, as drogas e a adrenalina que julgam conseguir desafiando a sociedade.

Encerro com um pensamento de Madre Tereza de Calcutá: “UMA DAS GRANDES ENFERMIDADES É NÃO SER NINGUÉM PARA NINGUÉM.

Fala MEU! Edição 70, ano 2008
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