Materiais de Suporte

Jovens unidos, jamais serão vencidos

Autor: Rodrigo Prado

Companheiro e companheira de doutrina espírita, muito se tem falado da unificação e do quanto esta é importante. Posso citar, por exemplo, o querido dr. Bezerra de Menezes, um dos vários trabalhadores na época, que desde 1883, tratou honrosamente dessa questão enquanto encarnado, e após a libertação do vaso físico, continuou defendendo esta causa, haja vista as inúmeras mensagens que ele têm escrito por médiuns diversos.

Muitas conquistas a esse respeito foram feitas até a década de 1950 (criação da FEB, consolidação do Pacto Áureo e criação dos diversos órgãos Federativos Estaduais; surgimento de milhares de centros e instituições espíritas em todo o Brasil; realização de diversos congressos espíritas; etc). Mas agora, te pergunto : se a tanto tempo esse assunto é falado, por que o movimento espírita ainda não é unificado e enfrenta diversas barreiras nesse sentido? Para quem duvida, é só olhar ao redor, e será possível ver alguns centros ou instituições espíritas trabalharem sozinhas; órgãos espíritas não abertos a todos; tentativas de mudanças barradas pelos “doutores” de espiritismo; etc, etc, etc.

Convido o amigo e a amiga, a estudar os itens 348 e 350 do cap. XXIX, de “O Livro dos Médiuns”, onde Allan Kardec, escreve que “os grupos espíritas têm cada um a sua missão e que nem uns, nem outros se achariam possuídos do verdadeiro espírito do Espiritismo, desde que não se olhassem com bons olhos; e aquele que atirasse pedras em outro provaria, por esse simples fato, a má influência que o domina. Todos devem concorrer, ainda que por vias diferentes, para o objetivo comum, que é a pesquisa e a propaganda da verdade.

Os antagonismos, que não são mais do que efeito de orgulho superexcitado, fornecendo armas aos detratores, só poderão prejudicar a causa, que uns e outros pretendem defender. Se o Espiritismo, conforme foi anunciado, tem que determinar a transformação da Humanidade, claro é que esse efeito ele só poderá produzir melhorando as massas, o que se verificará gradualmente, pouco a pouco, em conseqüência do aperfeiçoamento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se essa crença não faz que aquele que a tem se torne melhor, mais benigno e indulgente para com os seus semelhantes, mais humilde e paciente na adversidade?…

Para o objetivo providencial, portanto, é que devem tender todas as Sociedades espíritas sérias, grupando todos os que se achem animados dos mesmos sentimentos. Então, haverá união entre elas, simpatia, fraternidade, em vez de vão e pueril antagonismo, nascido do amor próprio, mais de palavras do que de fatos; então, elas serão fortes e poderosas, porque assentarão em inabalável alicerce: o bem para todos; então, serão respeitadas e imporão silêncio à zombaria tola, porque falarão em nome da moral evangélica, que todos respeitam. Essa a estrada pela qual temos procurado com esforço fazer que o Espiritismo enverede.

A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a ventura de ver, em todas as partes do globo, congregados tantos homens, por compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma era nova para a Humanidade. Convidamos, pois, todas as Sociedades espíritas a colaborar nessa grande obra. Que de um extremo ao outro do mundo elas se estendam fraternalmente as mãos e eis que terão colhido o mal em inextricáveis malhas”.

Guiados pelos ideais descrito por Kardec, com muita alegria, vejo que o movimento jovem Espírita muito dele se aproxima, pois basta verificar como é mais flexível e não está tão preso a preconceitos antigos, que o impedem de trabalharem em conjunto. Mais uma das provas disso – tirando as várias atividades já existentes – é o resultado de um grande trabalho em parceria que já há algum tempo vem ocorrendo entre alguns órgãos. Este fruto é um evento que acontecerá no dia 11/09/2005, denominado UEMESP – União dos Encontros das Mocidades Espíritas de São Paulo – destinado para cerca de 1000 jovens, sendo seu tema : “Quem Sou Eu?”. Como disse, esse é o trabalho de muitos jovens que hora fazem parte dos Departamentos de Mocidades da : Aliança Espírita Evangélica Regional São Paulo, Confeesp São Miguel e USE Regional São Paulo, que também em harmonia com as idéias da “Proclamação aos Espíritas”, optaram neste ano por não fazerem suas confraternizações anuais isoladamente, mas sim unidos. Sendo assim, esse evento é uma realização conjunta da 5ª Comesm (Confraternização das Mocidades Espíritas em São Miguel), do encontro Regional de Mocidades da Aliança e da 36ª Comecap (Confraternização das Mocidades Espíritas da Capital e Arredores), pois somente unindo esforços é possível tal realização, onde entendemos, como diz na proclamação citada, “muitas são as vantagens do movimento de unificação e muitas são as necessidades do movimento de unificação”. Mas este belo trabalho, não é restrito a esses três órgãos, é aberto a todos que queiram dele participar, seja construindo-o ou simplesmente participando, pois esse é o espírito da unificação.

Mediante a toda teoria existente, será que você pode responder à minha pergunta inicial? Penso que as palavras do codificador da Doutrina Espírita são bem esclarecedoras, não me restando mais muita coisa dizer, a não ser : Vamos trabalhar pela causa Espírita irmão e irmã!

Fala MEU! Edição 28, ano 2005