Opinião

Nossas vidas como uma grande olimpíada

Autor: Thiago Magri

Mais um dia começa e você se pergunta: porque minha vida é assim? A começa a buscar respostas, os livros e a Internet parecem ser boa escolha. Porém algo dentro de si quer saber e ir além, como uma voz curiosa e inquietante, ainda não satisfeita. Basta olhar ao redor: o mundo gira em torno de dinheiro, e o dinheiro através do consumismo das pessoas. Nesse mundo onde tudo é tão rápido, s vezes é difícil sentar e refletir, simplesmente pensar no nosso modo de vida. Os dias passam num sufoco e o fim de semana é almejado como uma glória divina. As situações e os lugares nunca são do jeito que nós queremos. Todos querem respostas, porém quem de nós que realmente se dedica e dá tudo de si para conquistar um sonho?

Em agosto foram realizados os Jogos Olímpicos e em setembro os Jogos Paraolímpicos de Pequim, grandes eventos nos quais 11.900 atletas participaram. E o que as olimpíadas têm a ver com o nosso dia-a-dia? Simplesmente tudo.

Todos os dias levantamos e seguimos para o ônibus ou metrô. Já chegamos reclamando do fato de não ter espaço e arrumamos a maior briga se alguém nos empurra ou quando surge um banco livre e aparece uma senhora  cansada. No trabalho as horas parecem não passar, de repente o chefe  surge e exige melhores resultados e novas metas a serem cumpridas. Depois de um dia cansativo queremos descansar em casa, mas a mãe quer conversar, a dizemos duas ou três palavras e vamos dormir.

Será que os atletas agem assim? A vida deles é dura e regrada, acordam todos os dias cedo para uma rotina de treinos. Muitas vezes sem apoio ou sem patrocínio e longe de suas famílias, lá vão eles não pelo dinheiro, nem pela fama, nem pelo ouro das medalhas, mas simplesmente pelo fato de serem eles mesmos, fazendo o que sabem.

Depois de uma competição, a vitória ou a derrota estão em segundo plano, pois tantos meses de preparação, os dias difíceis encarados com coragem e fé são recompensados pelo prazer de acreditar em algo e isso ter dado certo.

Se nossas vidas estão ruins a culpa é de quem? Cada um é responsável por sua existência, somos capazes de nos mudar, mudar pessoas ao nosso redor e se quisermos mudar o mundo. Só precisamos acreditar, parar de aceitar as coisas de cabeça baixa. Tudo o que passamos em nossas vidas não é por acaso ou coincidência, e o melhor a fazer é encará-la de frente. A vida é curta, como uma olimpíada, e precisamos nos preparar e a cada dia evoluir um pouco. Podemos ser melhores quando percebemos que o chefe do trabalho ou aquele irmão chato precisa de nós e nós deles. Ninguém tem que ser um campeão, basta acreditar e enxergar que qualquer minuto desperdiçado é um minuto a menos nos nossos treinos, e isso nos fará continuar tentando.

Fala MEU! Edição 65, ano 2008
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