Opinião

O véu da letra, da imagem e do som

Autor: Leandro Piazzon

Com o advento da revolução industrial, e o aperfeiçoamento dos meios de produção, a humanidade desfrutou de um gigantesco salto nos indicies produtivos, criou-se uma nova classe, a dos proletariados. Os burgueses assumem de vez o controle do capital, dos meios de produção, de comunicação e o poder político. Criaram-se assim novas necessidades, condições e possibilidades. Seria fastigioso nos deleitarmos em informações históricas, que qualquer livro ou manual de história pode informar o leitor muito bem, mas esta introdução se faz necessária para que a partir daí possamos pensar um pouco.

A tecnologia muito ajudou, ajuda e ajudará a sociedade em suas mais íntimas necessidades, mas algo que passa muitas vezes despercebido aos nossos olhos, é que desde os tempos mais remotos, quando tínhamos que caçar, pescar, coletar e mudarmos durante inverno, passando pelo momento em que domesticamos os animais, passamos a fazer as primeiras roças e a edificar moradias, até os dias atuais, o nosso tempo aumentou, e hoje esta sobrando.

Mas se sabemos que alguém comanda a mídia, a educação, a política e a economia, o que chega até nós é verdadeiro? Sabemos o que realmente deveríamos saber? O que fazemos com o tempo que nos sobra?

Essas pessoas sabem que temos tempo ocioso, irão tentar preenche-lo de acordo com os interesses mais diversos. Quando me refiro ao tempo ocioso, falo de como a tecnologia possibilita tal situação, e isto é fundamental para o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Pois temos mais tempo pra ler, brincar, conversar, estudar, trabalhar, ver, ouvir, sentir, e não apenas sobreviver.

No que se refere à mídia, temos ai duas coisas que estão andando de mãos dadas, sendo assim, um dos grandes problemas que nos afligem atualmente. Ninguém educa, ninguém se educa, ninguém é educado a pensar, refletir e discernir sobre tudo o que lhe é oferecido como precioso e necessário. O capital burguês materialista apela para qualquer coisa que lhe possa dar dinheiro e domínio público. Não lhe importam os corações, as misérias, os sentimentos e as alegrias do próximo. Para ele somos apenas um produto, uma coisa, e o que realmente importa é se vamos comprar. Neste ínterim, o sexo é extremamente utilizado como arma de controle de venda, de massificação de ideias, criando ilusões e mitos de consequências desastrosas, que geralmente culminam em penosas dores, acarretando problemas futuros. Os meios de comunicação refletem bem o estágio mental das criaturas humanas, criando uma psicosfera tensa e de difícil controle e tratamento.

Neste contexto temos diversos assuntos em que poderíamos discorrer, e um deles é o sexo, a sexualidade e o espiritismo, tema a ser tratado na próxima COMJESP, na cidade de Rio Claro. No entanto, teremos em Janeiro a terceira reunião prévia, onde poderemos pensar com maior especificidade sobre o assunto que nos referimos acima. Participe, informe-se com seu dirigente.

Com isso, reflitamos mais sobre o que lemos, ouvimos e vemos, pois se não o fizermos, alguém o fará por nós.

Fala MEU! Edição 34, ano 2005
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