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Pedagogia do afeto: Os quatro pilares da educação, EDMEC 2006

Autor: Joelson Pessoa

Encontro de dirigentes 2006 na Lapa, mesmo com o dia de chuvoso, contou com aproximadamente 150 participantes de toda São Paulo.

Sentimo-nos todos bastante satisfeitos com a realização deste último “Encontro de Dirigentes de Mocidades Espíritas da Capital” (EDMEC). O encontro que é destinado para dirigentes e tarefeiros das mocidades, em sua pesada maioria jovens, recebeu a presença de cerca de 40 ‘pessoas adultas’ que coordenam mocidades, pré-mocidades e a infância.

O local, Sociedade de Estudos Espíritas da Lapa, não oferecia as condições ideais para adequar confortavelmente a totalidade dos participantes que foram em torno de 150, mas nem por isso a assimilação dos estudos e das atividades foi comprometida, segundo as avaliações recebidas até o momento.

Os pilares da educação, Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Ser e Aprender a Conviver, foram apresentados e experimentados sob o enfoque da Pedagogia do Afeto em três módulos que se correspondiam intimamente.

O Departamento de Mocidades Espíritas da USE Regional São Paulo já identificou as carências dos grupos que estudam o espiritismo e, embora variem na forma, se aproximam muito no fundo: A velha maneira de se estudar a doutrina espírita, qual se fosse uma sala de aula convencional, trocando-se a disciplina, não está atendendo mais (convém repensar se um dia atendeu), dirigentes e evangelizadores estão extremamente carentes de recursos para contextualizar o saber espírita para a realidade dos seus aprendizes e, esta dificuldade, aumenta quando se trata de educar efetivamente este aprendiz, considerando os seus conteúdos humanos, extremamente significativos para o indivíduo e frequentemente desapercebido pelo “educador”, pois ele não aprendeu como perceber, mas, se aprendeu a perceber, não sabe como aplicar a favor da educação esta percepção.

Podemos afirmar que demonstrar a necessidade de mudanças no “jeito de se fazer” as reuniões no centro espírita foi o objetivo do encontro. E este jeito novo passa pela mudança da conduta do dirigente.

A maioria dos participantes que responderam a ficha de avaliação sugeriu que para o próximo encontro priorizássemos as oficinas que ensinem o “como fazer” diferente as reuniões, este passo não foi dado e temos a consciência de que não poderíamos tê-lo dado ainda, pois era imprescindível, antes de tudo, revelar o nosso grau de deficiências para responder aos desafios das problemáticas humanas, presentes nas emoções dos próprios dirigentes e educadores, mas equivocadamente, ignorados pela maioria.

Agora sim, demonstrada as necessidades humanas que merecem prioridade, programaremos para as próximas realizações oficinas contendo “jeitos novos ou reinventados” para ampliar as ferramentas de dirigentes e evangelizadores que anseiam por dar mais vida e proveito às teorias da doutrina espírita, teorias que temos, muitos de nós, apenas memorizadas, como fizemos com muitas teorias do colégio sem convicção de sua real utilidade.

A Palavra é sua!

Incluímos abaixo depoimentos que foram colhidos nas fichas de avaliação de alguns participantes:

“Esta é uma proposta importante e eu acho que o próximo encontro deve ter ela como tema”. Tabata R. Schnoeller Centro Espírita Obreiros do Senhor – Diadema

“Fiquei grata por ter visto que a parte mais importante das nossas reuniões nem sempre é o que pensamos ser, a informação é necessária, mas o que fazer com ela é prioridade. Espero com isso melhorar o modo de fazer as coisas na mocidade em que trabalho e auxiliar melhor os participantes”. Adriana Araújo M.E. Eurípedes Barsanulfo – (CONFEESP)

“Achei espetacular, pois antes de mais nada, uma casa espírita deve exercitar os preceitos cristãos de caridade e fraternidade”. Magda Cespi M.E. Fonte Viva II – Guarulhos

“Estou ‘boba’ até agora. Geralmente quando participo de alguma terapia, reflexão, encontro, o entusiasmo dura 1 ou 2 dias e já passou + de uma semana e continuo refletindo, continuo entrando nessa viagem rumo ao autodescobrimento… continuo pensando de que forma posso ajudar, mesmo com minhas limitações, o grupo, continuo pensando como me ajudar, continuo pensando… Deixo aqui minhas impressões… tentei colocar tudo o que eu senti,mas com palavras não dá… EU ME ENCONTREI NO EDMEC….e como disse o Fábio e o Rodrigo Néris… estou felicíssima…Só tenho mais uma coisa a dizer…. Deus abençoe todos vocês, não desistam de levar isso adiante… não desistam… Estou ansiosa para outro encontro.” Cristiane Ap. Oliveira de Santana M.E. Luz da Esperança – Guaianazes ( Aliança)

“A Tribuna da Humildade foi muito boa para refletir (Eu sou um necessitado), cada depoimento dado e você pensa “eu não sou o único”! Sem palavra para descrever “. Fabio Marcomini M.E. LEAL – Guarulhos

“Achei importante tudo que foi exposto, mas acredito que o tempo para cada parte foi curto, logo não foi muito aprofundando, além de o “como fazer” ter ficado vago, no sentido em que muitos de nós já temos noção das metodologias que devemos adotar, mas não sabemos muitas vezes como aplicar estas e isto não foi apresentado, sabemos que devemos relacionar os temas com a vivência dos integrantes, sabemos que eles têm que fazer parte disto, mas muitas vezes fazendo tudo isto não surte efeito e aí??” Rosana Alves M.E. Estrela da Paz – Tatuapé

Túnel do tempo

Convém informar aos nossos amigos leitores que o EDMEC cumpriu um planejamento iniciado em 2003 com vistas à colheita de resultados no médio e longo prazo, pois trata – se de mudar atitudes das nossas lideranças para que essas novas atitudes respondam por uma nova mocidade, um novo movimento espírita, novas pessoas. Acompanhe a linha do tempo:

2003 – Tema: Amais-vos e Instruí-vos. Quando iniciamos o enfoque na qualidade dos relacionamentos e o cultivar da boa convivência e não somente dos estudos;

2004 – Tema: Atitude de Amor. Quando tomamos conhecimento da proposta de renovação trazida pelos espíritos  e disseminamos este conhecimento para os dirigentes de mocidades;

2005 – Tema: Pedagogia do Afeto; O Espiritismo por Dentro. Quando iniciamos a discutir quais mudanças compete-nos efetivar e por onde começar, questionamos a eficácia do centro espírita enquanto núcleo de educação; colaboraram conosco dirigentes de mocidades da Aliança e CONFEESP S.Miguel;

Destaque: Neste ano concretizamos um sonho: União dos Encontros de Mocidades Espíritas de São Paulo (UEMESP), realização repleta de significados onde reunimos aproximadamente 700 jovens da USE, Aliança e CONFEESPs num encontro realizado em conjunto com estes 3 órgãos de unificação. Quebraram se algumas barreiras.

2006 Tema: Pedagogia do Afeto (2ª.edição); Os Quatro Pilares da Educação Onde apresentamos os fundamentos principais que deverão orientar todas as ações que objetivam promover, capacitar, transformar… seja no campo íntimo ou social;

Para 2007 sonhamos oferecer um EDMEC que apresente um conjunto de técnicas e métodos que instrumentalizem nossos dirigentes para um “Saber fazer” consistente e assertivo, ao mesmo tempo em que estimule sua criatividade, sua percepção pra criar e reinventar “o jeito de fazer” os estudos nas mocidades.

Diversas pessoas que acompanham ou conheceram essa proposta já decretaram que as casas espíritas em geral precisam de uma atenção semelhante, tal o estado de desânimo ou de mecanicismo que vem caracterizando muitos tarefeiros.

É verdade, e aguardamos a ocasião para compartilhar o nosso saber.Sentimo-nos   bastante privilegiados pela oportunidade que a providência de Deus nos concedeu com  a tarefa espírita que nos possibilita experimentar essa sensação indescritível de gratificação por ser, de alguma maneira: úteis.

Nós agradecemos o carinho e a confiança de sempre.

Fala MEU! Edição 41, ano 2006

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