Análise de Filmes e Livros

Filme: Por um fio!

Autor: Edgar Egawa

O filme, estrelado por Colin Farrel (Alexandre), Forest Whitaker e Kiefer Sutherland (do seriado 24 horas), é uma dolorosa jornada rumo ao auto conhecimento. Além disso, o suspense remete à situação do espírito endividado que vai para o umbral, passa por uma reavaliação de sua encarnação anterior e tem a oportunidade de reencarnar.

O publicitário Stu Shepard é um grande mentiroso, sem credibilidade nos meios jornalístico e artístico. Casado, ele sente atração por uma aspirante a atriz e telefona para esta todos os dias da mesma cabine telefônica, apesar de ter vários celulares.

No momento em que vai ligar mais uma vez para a amante, ele tira a aliança. Alguns minutos depois, um entregador tenta lhe passar a encomenda de uma pizza “para o homem que estiver na cabine telefônica”. Depois de desligar, o telefone toca. Stu atende, e a voz do outro lado diz a ele que não poderá sair da cabine. Começa a tortura psicológica, impedindo-o de sair. Quando o boneco vendido pelo camelô é destruído pelo tiro de aviso, o nosso personagem percebe que o seu interlocutor está falando sério. As prostitutas, que querem usar o telefone, tentam tirá-lo de lá, sem sucesso.

O cafetão atravessa a rua e tenta tirá-lo à força e é baleado. O publicitário torna-se suspeito do assassinato. A polícia e as redes de tv são chamadas, e arma-se o circo. A tensao crescente e a presença da esposa e da amante fazem com que o atirador obrigue Stu a fazer um exame de consciência, que culmina na confissão que deixa a todos atônitos. Vê-se, entretanto, que as circunstâncias fazem com que a mulher se predisponha a perdoar o marido infiel, mesmo depois de ser apresentada à amante dele.

Em um gesto desesperado (na posição de cruz), Stu finalmente pega a arma que seu algoz tinha colocado no teto da cabine telefônica, para evitar que o atirador misterioso matasse sua esposa ou qualquer outra pessoa na rua.

O interlocutor de Stu exerce os papéis de obsessor e consciência, forçando o personagem a revelar seus vícios e fraquezas, a título de batismo. O processo de autoavaliação e consequente confissão fazem com que Stu aceite um destino que lhe parece agora inevitável.

A pergunta que fica ao final do filme: existe um bom obsessor, ou que tenha boas intenções?

Pessoal, depois desse filme, analisaremos alguns filmes que tenham personagens inspirados em Jesus Cristo.

Fala MEU! Edição 30, ano 2005
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