Assuntos Diversos

Saudade

Autor: Thiago Rosa

Palavra triste quando se perde um grande amor, igual a uma borboleta vagando triste…

Letras de músicas, como esta do cantor Fagner, são repletas de saudade. Sentimento curioso que denota tristeza, perda, um tempo distante, um tempo bom que se foi no passado. Sem contar a grande ligação que existe com o grande amor, as paixões, o beijo, o abraço apertado. É tudo isso com aquela coisa que amarra no peito quando olhamos no firmamento, o pôr do sol, as estrelas, a lua, aquele ar monótono, a tarde que parece se esvair tristemente, o verão, as músicas que relembram alguma coisa guardada lá no fundo do baú. Parece triste, parece distante, longe de alcançar.

São tantas as sensações que brotam na gente quando falamos que temos “saudade”. E por que sentimos esta coisa toda?

Muitos até dizem que é uma palavra própria do português e, que de tão bonita não existe tradução. Mas é claro que não somos os únicos que temos este privilégio de vivenciarmos momentos de saudade. Na revista “Emoção e Inteligência” (edição nº8) da editora abril, a psicóloga Olga Inês Tessari diz que saudade faz parte da natureza humana, que se manifesta em algum momento de nossas vidas e está relacionada com pessoas, fatos ou situações vivenciadas. “Ela pode ser boa, quando nos lembramos de momentos que nos deixaram felizes e marcantes. Mas, para algumas pessoas, estes acontecimentos podem ser negativos e gerar sofrimentos quando relembrados”.

O grande problema é que as pessoas sofrem com a saudade a ponto de se prender no passado sem olhar para o presente. Isto ocorre porque as pessoas viveram momentos felizes e não querem deixá-los para trás, já que não conseguem recuperálo ou mesmo conseguir trazer de volta pessoas que já não estão mais presentes em suas vidas.

Por exemplo, por que a foto acima dá uma sensação de saudade? Porque está envelhecida, dá um ar monótono, algo que já foi e que ao mesmo tempo parece bonito. O olhar distante, a lágrima, as cores, a solidão, a paisagem.

Enquanto isso, poetas, músicos, compositores continuam explorando a saudade para fazer parte do repertório de nossos ouvidos. Ê saudade boa!

Fala MEU! Edição 45, ano 2006
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