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Segundo congresso de mocidades espíritas do estado de SP

Arquivo histórico do Departamento de Mocidade da União das Sociedades Espíritas

Realizado de 28 a 30 de Maio de 1954

Convocado pelo Departamento de Mocidades da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, este 2º Congresso realizou-se nos dias 28, 29 e 30 de maio na Capital  do Estado, durante os festejos do IV Centenário.

Os jovens espíritas e suas famílias se encarregaram de receber e alojar os congressistas, recepcionando-os nas estações ferroviárias e rodoviárias e hospedando-os em seus lares, num testemunho vivo de fraternidade e amizade.

Fizeram –se representar as seguintes Mocidades: de Araçatuba, Ourinhos, Andradina, Bebedouro, Cachoeira Paulista, Jundiaí, Bauru, Jaú, Mogi Mirim, Mineiros do Tietê, Araraquara, Barretos, Sorocaba, Juventude Espírita Lameira de Andrade – Capital, Taubaté , União da Mocidade Espírita de São Paulo – capital, Mocidade Espírita Joseense – SJ Campos, M.E. Emmanuel – Amparo, de Itapetininga, Marília, União das Juventudes  Espíritas Eurípedes Barsanulfo – capital, de Franca, Mocidae Espírita de Ribeirão Preto, Emmanuel, também de Ribeirão Preto, de Campinas, e Mocidade Espírita Estudantes da Verdade – Santos. Aderiram e deram cooperação ao Segundo Congresso muitas outras Mocidades: Mocidade Espírita Cristã Cruzeirense – Cruzeiro, de Caçapava, ,Mocidade Espírita 03 de outubro – Capital, de Catanduva etc. Dos demais estados do Brasil, fez-se representar o Paraná, pela delegação da Mocidade Espírita de Curitiba. Por telegrama, manifestaram sua solidariedade a Federação Espírita Brasileira, os Departamentos das Mocidades da União Espírita Mineira e da Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

A solenidade de instalação deu-se na sede da Sinagoga Espírita , no dia 28 às 15h 20, quando o Presidente da USE, Luiz Monteiro de Barros, após tecer comentários sobre o significativo Evento, empossou como Presidente do mesmo, o Confrade Ary Lex, retirando-se em seguida

Precedida à eleição da Mesa, esta ficou assim constituída:

  • Presidente – Ary Lex – Capital e Vice – Presidêntes:
  • No dia 28 – Alcides Hortêncio – Mogi Mirim e Orlando Ayrton de Toledo – Araraquara
  • No dia 29 – Alcides Sarmento – Jundiaí e Eduardo Neves Castro – Amparo
  • No dia 30 – Altivo Ferreira – Santos e Nelly de Barros – Cachoeira Paulista

Secretário Geral – Paulo Toledo Machado – Capital

Secretários:

  • no dia 28 – Attílio Campanini – Capital e Luiz Ferreira Brasil – Sorocaba
  • no dia 29 – Apolo Oliva – Capital e José Parada – capital
  • no dia 30 – Milton Egrácia – Franca e Olga Neme – Bauru, substituída po Rodarte Balladen – Ribeirão Preto

Assessores Técnicos:

Cícero Pimentel e Nair de Moura

Comissão de Redação:

Armando de Oliveira Lima  – Sorocaba, Dante Gandolfi – capital e Maurício Ferreira – Barretos

Comissão de Teses:

Antonio Soares de Carvalho – capital, Maria Emília  Barboni – Ribeirão Preto e Orlando Ayrton de Toledo – Araraquara.

Entremeadas por apresentações lítero-musicais; pic-nic em Interlagos passeio ao Parque do Ibirapuera, palco das festividades d IV Centenário e ao programa radiofônico A Hora Espiritual – Domingo, 9 h, apresentação de Eurípedes de Castro, realizaram-se cinco sessões plenárias onde foram discutidos temas palpitantes envolvendo o jovem espírita e as Mocidades. Alguns assuntos aprovados passaram a nortear as atividades da juventude espírita- a) aulas de moral cristã ministradas pela Mocidade; b) estudo metódico da Codificação; c) orientação sexual ao jovem espírita; d) maior divulgação das Mocidades; d) maior divulgação das Mocidades em órgãos de imprensa; e) incremento das atividades assistenciais; f) que outros jovens sejam atraídos para a Mocidade através dos jogos, festivais excursões; g) que as Mocidades sejam autônomas ou departamentais, de acordo com suas necessidades e conveniências.

Esta última, talvez tenha sido a decisão mais importante havida, já que deu-se ao jovem a liberdade que ele tanto ansiava. A maioria dos dirigentes de Centros queria que os jovens ficassem atrelados às suas decisões, realizando apenas o que lhes fosse determinado pelos adultos. Tal situação não era aceita pelos jovens mais independentes, que lutaram e conseguiram a autonomia das Mocidades que assim desejassem, inclusive terem sua própria personalidade jurídica.

A solenidade de encerramento iiciou-se as 20h 30 sob a Presidência de Luiz Monteiro de Barros, Presidente da USE E Ary Lex, Presidente do Congresso, secretariado por Paulo de Toledo Machado. Tomaram assento à mesa demais membros do Departamento da USE, Cícero Pimentel e Nair de Moura ; representantes da Sinagoga Espírita Nova Jerusalem, Liga Espírita do Estado de São Paulo, Hora Espiritual e Federação Espírita do Estado de São Paulo. Aberta a Reunião, foi feita a leitura das resoluções finais que foram aprovadas. Os salões da Federação estavam literalmente tomados.  Falaram os representantes de Andradina, Girofel Orestes, de Amparo, Maria Aparecida de Ourinhos, Neuza Gonçalves Silva, de Sorocaba, Armando de Lima, SP, Eden Dutra Nascimento, do DM. (…)

 

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