Assuntos Diversos

Sensacionalismo…

Autor: Rafael Teixeira

“É sangue mesmo, não é mertiolate Todos querem ver e comentar a novidade É tão emocionante um acidente de verdade Estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre…” – Música Metrópole – Legião Urbana

Atenção! A notícia que deixou o Brasil todo indignado está de volta! É triste que ainda ocorra este tipo de absurdo hoje em dia…

Pois não costuma começar assim, mas este tipo de introdução é muito comum em vários veículos de mídia, dentre os mais buscados pelas pessoas. Diariamente telejornais, jornais e revistas fazem suas notícias de forma, não à informar as pessoas, mas a explorar os seus sentimentos (na maioria das vezes os mais baixos) para com isso ganhar seus sentimentos (na maioria das vezes os mais baixos) para com isso ganhar seus leitores e espectadores. Além do sensacionalismo diário de vez em quando acontece um caso que recebe maios destaque na mídia, muitas vezes algo que acontece todos os dias e, por algum acaso, é tratado como extraordinário  na imprensa, de modo a mobilizar em âmbito nacional sentimentos de revolta, indignação, pena, raiva e vingança.

Recentemente foi o caso do sequestrador Lindemberg , com o qual a mídia bombardeou nossos olhos e ouvidos por vários dias, mesmo depois de o sequestro acabar. Em todo lugar vemos pessoas comentando o assunto do momento e se inflando dos sentimentos citados. Apesar de o espírita ser uma pessoa como todas as outras (e por isso ser compreensível que ele entre no ritmo do sensacionalismo) ele deve aproveitar os conhecimentos que tem agora evitar esta mania que, analisada pela ótica espírita, se mostra muito negativa. À primeira vista, já não parece atitude de um “homem de bem” explorar, vulgarizar e repetir em diversas conversas os sentimentos e tragédias de determinadas pessoas.

Além disso, o espírita lembra-se (como todo cristão) de que não deve julgar para não ser julgado e, portanto, que relevância deveria achar em discutir e argumentar sobre se os policiais agiram corretos ou não. Se a menina devia ou não ter voltado, ou se ele era ou não louco? Os órgãos da justiça já trabalham com estas questões e a nós cabe voltarmos as nossas vidas e, no máximo, vibrar individualmente pelas pessoas envolvidas. É preciso lembrar que toda vez que comentamos, discutimos e nos indignamos com estes casos, cultivamos e multiplicamos sentimentos e vibrações energéticas negativas, que nos afetam e que também espalhamos para a sociedade. O espírita deve se lembrar que nada ocorre por acaso, que estas tragédias são provas e expiações que estes espíritos passam para sua própria evolução, que os envolvidos executam ligações que vem de vidas passadas e que por tudo isso não deve ter destes casos a mesma visão que tem uma pessoa sem esses conhecimentos.

E claro que é difícil evitar isso e até mesmo tomar consciência de que é uma atitude prejudicial, afinal o sensacionalismo está incorporado em nossa cultura, crescemos com ele e sempre nos foi apresentado como normal. Mas devemos sim nos esforçar para pelo menos neste pequeno aspecto (se comparado a outros) buscar a nossa evolução. Devemos isso a nós mesmos. Não é o caso de acusar a mídia por isso como maligna, ela só mostra o que vale dar mais audiência ou dinheiro, o que as pessoas querem ver, o que elas gostam; ela só acaba evidenciando o quanto todos ainda temos que nos melhorar.

Uma última questão relacionada ao tema surgiu na mocidade que frequento. Constatamos que depois de um sensacionalismo sobre uma tragédia, acontecem outras idênticas. Depois que Lindemberg matou a ex-namorada, uma outra pessoa repetiu o fato na mesma semana e das mesmas formas. Depois que a menina Isabela foi defenestrada, outras duas crianças foram jogadas pela janela no mesmo mês. Depois que caiu o avião da Gol, caiu o da TAM em seguida. Depois que morre de parada cardíaca um jogador de futebol em campo, morre outro em diversos outros lugares do mesmo modo. Estas estranhas repetições de acontecimentos nos levou a perguntar pela sua causa. Existe a hipótese de isso acontecer sempre e a mídia apenas dar mais atenção devido ao acontecimento anterior semelhante, mas por isso não explica casos mais raros como o da menina Isabela. Existe a hipótese das pessoas cometerem os delitos influenciadas pela mídia, mas esta não explica tragédias independentes de vontade humana, como a parada cardíaca do segundo jogador de futebol e a queda de avião da TAM. Enfim, como vimos a hipótese de que quando o Brasil inteiro se mobiliza em cima de uma tragédia, forma uma enorme corrente de vibrações negativas, uma grande “prece do mau” coletiva em prol de acidentes semelhantes. Se isso for verdade (o que explica as repetições) temos uma grande responsabilidade de mudar esta atitude mental que está causando prejuízos energéticos inimagináveis. Vamos agora, cada um de nós, quebrar esta corrente.

Fala MEU! Edição 67, ano 2008
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