Relacionamento e Sexualidade

Sexo pode ser visto em todos os filmes

Autor: Edgar Egawa

Há uma série de filmes que abordam a sexualidade, de maneira mais ou menos explícita, mesmo não sendo pornôs. Uma comédia romântica, um desenho animado, um filme de suspense podem conter elementos, se não eróticos, que façam referência à sexualidade. O “Silêncio dos Inocentes”, por exemplo, de três dos filmes mais conhecidos da atriz Jodie Foster, o papel da agente do FBI Clarice Sterling foi o que conteve menos apelo sexual, apesar de uma referência explícita.

Outras obras podem ter sentidos ocultos além das cenas evidentes, ou podem ser encaradas dessa maneira por parte de grupos restritos, como a comunidade gay, que viu na cena final de Casablanca(com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) uma prova de que Ricky acabou tendo um relacionamento com o chefe de polícia da cidade.

As também citações ao incesto no primeiro “De Volta Para o Futuro”, a questão do ficar em “Outono em Nova York”, o aborto como fio condutor em “Regras da Vida”, o abuso sexual em “A Cor Púrpura”, o adultério em “Por um Fio” e em “Alto Controle”, a impotência em “À Espera de um Milagre”, a diferença entre paixão e amor em “Encontro Marcado”, o questionamento dos padrões de beleza em “O Amor é Cego”, o amor não correspondido em “E o Vento Levou”…

Além desses exemplos, temos filmes que falam sobre o aflorar da sexualidade, como “A Primeira Noite de um Homem”, um dos primeiros filmes de Dustin Hoffmann, a inversão de papéis, como em “Victor ou Vitória”(com Julie Andrews, a Noviça Rebelde), “Tootsie”(novamente com Dustin Hoffmann) e “Uma Babá Quase Perfeita”(com Robin Williams), cada um com suas características e com os motivos particulares dos personagens que se travestiram.

Temos como exemplos sobre sexualidade desequilibrada, “Proposta Indecente”, com Demi Moore e Robert Redford, “Assédio Sexual”, com a mesma atriz e Michael Douglas(em que um subordinado é acusado de assediar a chefe, quando o mais comum é o inverso), “Atração Fatal”, com Glenn Close e 9 e 1/2 semanas de amor, com Kim Basinger e Mickey Rourke.

Temos a exaltação do homem viril e sedutor na pele de “James Bond”, que em cada missão encontra uma bond girl. O tango e o duelo entre Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones em “Zorro” foi nada mais que um jogo de sedução, em que inclusive a mocinha teve suas roupas cortadas pela espada do cavaleiro mascarado, numa referência ao mesmo tempo disfarçada e explícita à perda da virgindade.

Alguns leitores poderão desconfiar quanto à relação entre o tema sexualidade e a Doutrina Espírita, mas se observarmos as obras de Kardec, um dos capítulos do Livro dos Espíritos é dedicado à lei de reprodução. São levantadas questões sobre casamento e celibato, aborto e educação dos filhos, a formação da família, entre as várias questões que são abordadas. No “Céu e o Inferno”, temos o depoimento de um homem que se suicidou porque a noiva rompeu o compromisso.

Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco psicografaram obras que abordam questões relativas à sexualidade, como tema principal ou como capítulos de livros.

O Departamento de Mocidades da USE – Regional São Paulo realizará a 8ª Confraternização de Mocidades e Juventudes Espíritas em Rio Claro (COMJESP), durante o feriado da semana santa, com o tema “Sexo: não reprimir nem aviltar – Educar”. Os textos analisando filmes sob a ótica da sexualidade buscam oferecer subsídios para os inscritos no evento, mas não somente para nós. É para todos que buscam uma atitude mais sadia diante da relação sexual.

Fala MEU! Edição 36, ano 2006
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