Opinião

A verdade dos clichês

Autor: Ana Faccin

Clichês são aquelas chapinhas de metais que servem para gravar palavras ou imagens. É isso e ponto. Mas não ponto final, porque clichê também serve pra dar nome àquelas coisas, situações ou lugares comuns, coisas batidas, que estamos cansados de ver, olhar, ouvir, enfim… tudo isso pra dizer que o que eu vou falar agora é um baita de um clichê, porque este assunto é realmente muito repetitivo.

Esses dias fez muito frio em SP. Muito mesmo. Daqueles que chega a doer até os ossos, a alma, congela o cérebro e tudo mais. Na verdade estou exagerando na linguagem só pra dramatizar um pouco mais. Sim, porque o assunto é drástico. Então, voltando ao assunto principal eu fui dormir e estava muito frio. Coloquei um edredom muito dos grandes, além daquelas cobertas de lã muito das grossas. Ainda assim, eu estava com frio e demorou um bocado pra conseguir me esquentar. Quando consegui enfim me sentir confortável, eu pensei: que delícia! Mas em seguida me veio um sentimento meio que de tristeza, preocupação, consciência pesada, eu não sei explicar. Como eu poderia me sentir bem se me lembrei das pessoas que dormem na rua e nem sempre tem 2 ou 3 cobertas pra ficarem quentinhas?

Mas que coisa mais batida. Todo mundo pensa uma coisa dessas, ou a maioria pelo menos deveria pensar. Até eu me enjoo de ouvir e principalmente de pensar numa ladainha dessas. Pois bem, o título do texto diz “A verdade dos clichês” e eu vos digo neste momento: essa é a verdade dos clichês.

Num país onde a maioria da classe média, que pode pender pra baixa ou pra alta, pensa nesta, digamos, “ladainha” e não age! A maioria não age. Pensa e não age. Pensar e não agir é a verdade do clichê. Todo mundo ta careca de saber e ninguém faz nada. Pra dizer que não fazemos nada, criticamos o governo. É mais fácil. Tira-nos a culpa e assim vivemos felizes para sempre!

Fala MEU! Edição 77, ano 2009
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