Arte e música

Viva o som!

Autor: Thiago Magri

O que nós seríamos sem a música? Provavelmente teríamos um vazio imenso em nossa alma. Através dela nos identificamos, podemos transmitir pensamentos, sentimentos, desejos, etc. A música nos acompanha diariamente e na casa espírita não é diferente, ela está presente no momento da prece, na evangelização, na mocidade, nos cursos, nas palestras.

Welington Junior é professor do IDEA – Instituto de Arte – localizado na Vila Prudente. Ele conheceu a doutrina espírita aos 15 anos de idade. Na mesma época entrou para o departamento de artes cênicas da Federação Espírita de São Paulo (FEESP). Hoje, com 27 anos, participa da Banda Amor Maior e do Grupo Luarte (grupo teatral) no Centro Espírita Luiza de Abreu. Junior diz que a situação atual, de uma maneira geral, é mais abrangente. Há desde crianças a adultos participando dos trabalhos musicais nas casas espíritas.

“O jovem é o meio de propagação da arte, eles que espalham a sementinha”, comenta. E podemos ver isso claramente quando participamos de encontros espíritas. Entre os estudos e atividades, a música sempre está incluída. Junior afirma que mesmo assim, ainda existem muitos dirigentes de mocidades, coordenadores e presidentes de casas espíritas que não se importam com a música, pensam que é canto gregoriano e que ela não tem nada a ver com a casa espírita. Gioachino Antonio Rossini – compositor erudito italiano do século XIX, criou 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e de câmara – fala da música espírita no livro Obras Póstumas de Allan Kardec: “A harmonia, a ciência e a virtude são as três concepções do Espírito; a primeira o extasia, a segunda o esclarece, a terceira o eleva. Possuídas em suas plenitudes, elas se confundem e constituem a pureza”.

Junior salienta que a música deve ser passada adiante. Conta que na época que trabalhava e estudava na FEESP, o maestro Carlos Trozan se propôs a dar aulas para ele. “Ele disse que me ensinaria tudo o que sabia contanto que eu transmitisse o conhecimento adquirido para pelo menos uma pessoa.” A música é como o amor, é preciso dedicação, paciência para aprender novas lições, persistência para encarar novos desafios e muita fé para ficar claro onde se quer chegar.

Rossini afirma que o homem liberta-se, eleva-se através da música e que ela influencia seu progresso moral, continua: “O Espiritismo, moralizando os homens, exercerá, pois, uma grande influência sobre a música. Produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão as suas virtudes fazendo ouvir as suas composições. Rir-se-á menos, chorar-se-á mais; a hilaridade dará lugar à emoção, a fealdade dará lugar à beleza e o cômico à grandiosidade”. Assim a música tocada nos centros espíritas, compostas pelos jovens e músicos espíritas não é qualquer música. É através dela que as mensagens da doutrina são transmitidas. Essa música precisa alcançar as pessoas que estão dentro e fora do Espiritismo e ser passada adiante. Desse modo iremos crescer moralmente e a música se tornará mais uma ferramenta para a tarefa de amar.

Fala MEU! Edição 78, ano 2009
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