A influência do exemplo

Autor: Marcus De Mario

Os educadores, sejam pais e/ou professores, muitas vezes descuidam de um ponto fundamental, essencial mesmo, da educação: o exemplo. E por descuidarem de algo tão importante, ficam a ensinar uma coisa e fazer outra. Esquecem que as crianças são muito influenciáveis, que nelas o maior poder de influência é o exemplo.

Vejamos um exemplo. A Patrícia é uma menina de dois anos de idade, gosta de brincar, está entrando no mundo da imaginação, gosta de interagir com os outros e seu domínio das palavras está em ascensão. Ela tem uma irmã, está com seis anos de idade, a Thaís, que não consegue ficar quieta, é mandona, responde a tudo e, infelizmente, sabe utilizar muito bem a mentira para ter vantagem em tudo.

Os pais não se preocupam em corrigir a filha maior, constantemente protegida pela mãe, que acaba acobertando suas traquinices e seu jeito de ser. Agora observamos que a pequena Patrícia está cada vez mais copiando o que a irmã fala e faz, deixando-se levar pela influência desta. E como a mãe é superprotetora, e o pai é omisso, tudo se complica na educação das filhas.

Thaís se aproveita dos pais não lhe corrigirem o comportamento e influencia negativamente a irmã, que por sua vez já está confrontando os pais, igualzinho ao que a irmã faz. É a força do exemplo, infelizmente negativo.

E não adianta os pais se desesperarem, gritarem e fazerem uso constante dos castigos, pois nada disso tem a força que bons exemplos têm.

Numa análise mais profunda, vemos que os pais são indisciplinados, relaxados e vivem às turras, um querendo mandar no outro. As meninas têm a quem copiar.

Por descuidarmos dos exemplos que damos às novas gerações é que acabamos formando uma sociedade egoísta, viciada, com valores falseados. E enquanto as crianças vivem seu momento de infância, nos dão mais e mais trabalho, pois não estão recebendo influências positivas dos responsáveis pela educação.

Os professores não estão isentos. Quantos adentram à escola carregando vícios físicos e morais, sem se preocuparem com os mesmos, esquecidos que os alunos estão olhando para eles, como num espelho? Ora, se o professor faz, por que ele, aluno, não fará?

Importa focarmos no exemplo como a maior ferramenta pedagógica que temos para educar.

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