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A caminhada evolutiva do Espírito imortal

Autora: Teresinha Olivier

Há milênios o homem vem sendo condicionado, através das religiões, a agir pelo medo do castigo e pelo desejo de recompensas divinas.

O seu agir foi e ainda é em muitos meios, inclusive entre espíritas que não compreenderam bem a doutrina, condicionado pelo medo de ser castigado, caso aja de forma errada, mas também esperando uma recompensa, quando faz algo de bom. Mesmo a caridade praticada, se não possui o interesse material, possui o interesse espiritual, ou seja, o desejo de um lugar bom para quando desencarnar. O que não deixa de ser interesse também.

Esse é um grande equívoco que o Espiritismo veio desfazer.

Deus não castiga e nem premia ninguém. Ele criou leis e, através de suas leis, dá oportunidades de evolução para cada um.

Segundo suas leis, temos liberdade de agir, de escolher caminhos. Essas escolhas geram consequências. Essas consequências não são enviadas a nós nem por Deus, nem por ninguém. São consequências naturais dos nossos atos e elas têm por finalidade, não nos castigar, mas de nos ensinar a escolher de forma mais inteligente.

Quando o homem age bem por medo de castigos, ele não se torna necessariamente uma pessoa melhor. Ele continua o mesmo. Só se contém para não ser castigado. Isso não é crescimento espiritual, é coerção, é intimidação, é domesticação.

Além disso, Kardec afirma claramente que não existem locais de sofrimento ou de felicidade no mundo espiritual. Os Espíritos, tanto os felizes como os sofredores, estão por toda parte. Se reúnem na espiritualidade por afinidade, no espaço ou no planeta a que se vinculam. Portanto, os espíritas precisam se libertar também dessa ideia, que gera o medo de ser confinado em um local de sofrimento depois de desencarnado. Os Espíritos levam para onde forem a felicidade ou o tormento que carregam dentro de si e somente irão se libertar da condição de sofrimento quando se conscientizarem de que precisam modificar seu modo de ser, de sentir e de agir para serem felizes.

O Espiritismo ensina, desse modo, que somos Espíritos autônomos, ou seja, Espíritos que constroem sua própria felicidade ou infelicidade, sabendo que a felicidade está vinculada à maior ou menor evolução espiritual.

Com o entendimento aprofundado da doutrina espírita, não estamos mais vinculados a castigos e recompensas, mas temos a consciência livre para caminhar segundo nossa vontade e grau de compreensão das leis divinas.

Vamos aprendendo a pensar e a agir de acordo com a nossa consciência, que é onde está impressa a lei de Deus.

O Espiritismo demonstra-nos que nossa responsabilidade aumenta na proporção do entendimento das leis maiores que regem a nossa vida, ou seja, quanto mais soubermos, maior será o grau de responsabilidade perante nossos atos.

Com o desenvolvimento gradativo da consciência de que é um Espírito imortal, reencarnado e em evolução, e que essa evolução depende dele mesmo, da sua vontade e determinação, o Espírito vai promovendo sua transformação moral, usando cada vez mais da liberdade com responsabilidade.

Observando os pensamentos e sentimentos que cultiva no íntimo, ele vai desenvolvendo gradativamente o autoconhecimento, vai percebendo tanto suas boas inclinações, como suas limitações morais e intelectuais.

Somente assim, com essa consciência, que se desenvolve gradativamente, é que ele vai conseguindo transformar aquilo que precisa ser transformado na sua maneira de ser, sentir e agir, e aquilo que, por ser positivo, deve ser valorizado, cultivado e desenvolvido.

Vemos assim, que pela lei de Deus, tudo deve ser conquista dos Espíritos imortais, que somos nós.

Por tudo isso e muito mais, é que precisamos nos aprofundar nos conhecimentos que o Espiritismo proporciona, nas obras fundamentais de Allan Kardec, para podermos aproveitar com mais eficiência esta encarnação, para darmos alguns passos a mais na escala evolutiva.

Não é por esta razão que estamos aqui encarnados?

Juventude Espírita 09/10/2019

Dica

A autora participa semanalmente dos grupos de estudos online, abaixo. Se tiver interesse em participar também, são abertos para todos os públicos.

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