Descoberta da sexualidade

Autora: Dra. Deusa Samú

É por volta de três anos de idade que descobrimos o nosso corpo.

Percebemos que somos corporalmente parecidos com nossos pais.

A partir daí, passamos a nos OBJETIVAR, ou seja, repetimos comportamentos dos nossos pais ao brincar. Por exemplo: brincar de carrinho, se somos do sexo masculino e embalar bonecas, fazer comidinhas, se somos do sexo feminino. Até por volta de 12 anos, pode acontecer a exploração do corpo, ou seja, ao tocarmos na área genital sentimos prazer e tendemos à repetição disso por ser gostoso. Importante dizer que isso NÃO É MASTURBAÇÃO, porque ainda não temos esse conceito introjetado.

É comum os professores de Pré-Escola ou Primeira série ficarem preocupados ao perceberem as crianças se tocarem. Se isso acontece, devemos mudar o foco de atenção da criança convidando-a a fazer outras coisas e evitar usar frases feitas do tipo: “Não faça isso que é feio, sujo…” Para não acarretar problemas futuros em relação à sexualidade. Nesta fase, é normal que surjam questões relativas à homossexualidade, apresentando-se como certa confusão interna e isso não significa uma determinação ou tendência, é apenas a libido não direcionada adequadamente.

Dos 12 aos 17 anos, os hormônios da reprodução caem como cascata por todo o corpo e isso requer atenção, no sentido de lembrarmos que somos Espíritos em experiência na carne e que precisamos direcionar essa energia (Libido) para vários campos, como por exemplo: os esportes.

É comum os adolescentes se voltarem só para isso (atividade sexual) e ocorre então o famoso ditado: “Só pensam naquilo!”. Mas, muita calma nessa hora! Do ponto de vista espiritual, aos 18 anos o espírito assume sua identidade total , com todas as suas reminiscências das vivências anteriores. Normalmente, os adolescentes se atropelam, e querem “ficar” com todos os parceiros que aparecem. Não é legal! Isso deixa uma sensação interna de vazio e fragmentação, gerando muita angústia.

Muitas vezes, é nesse momento, que entram as drogas na tentativa de suprir essa sensação chata.

Fale, leia, pergunte! A fila anda e nosso objetivo é progredir!

Fala MEU! Edição 67, ano 2008

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