Autor: Edmílio de Menezes (espírito)
Eu mesmo estou a ignorar se posso
Chamar-me ainda o Emilio de Menezes,
Procurando tomar o tempo vosso,
Recitando epigramas descorteses.
Como hei de versejar? Rimas em osso
São difíceis… contudo, de outras vezes,
Eu sabia rezar o Padre-Nosso
E unir meus versos como irmãos siameses.
Como hei de aparecer? O que é impossível
É ser um santarrão inconcebível,
Trazendo as luzes do Evangelho às gentes…
Sou o Emilio, distante da garrafa,
Mas que não se entristece e nem se abafa,
Longe das anedotas indecentes.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


