Fevereiro Roxo: conscientização e amor no Alzheimer

Autora: Aline Calefe

A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, ensina que a vida não termina com o corpo. O Espírito é imortal e segue sua caminhada de evolução através de muitas existências. O corpo é instrumento temporário da alma, e suas limitações não atingem a essência espiritual.

Diante do Alzheimer, somos convidados a olhar além das dificuldades visíveis. As falhas de memória e de raciocínio pertencem ao cérebro, que é transitório. O Espírito, porém, não perde sua história nem suas conquistas morais e intelectuais.

Embora seja uma experiência dolorosa, o Alzheimer é uma condição passageira sob a perspectiva espiritual. Ele integra uma etapa da existência física e pode trazer importantes aprendizados. As lições vividas — por quem enfrenta a doença e por quem cuida — transformam-se em crescimento moral que o Espírito levará consigo para além da reencarnação.

Fevereiro, mês de conscientização, é um convite à empatia. É tempo de combater o preconceito, ampliar o diálogo e lembrar que nenhuma experiência é vazia de sentido. Mesmo nas limitações, há espaço para desenvolver virtudes.

A paciência, o cuidado diário e a presença amorosa tornam-se exercícios reais de evolução, como ensina O Evangelho segundo o Espiritismo. Amar, nesses momentos, é permanecer ao lado, compreender sem julgar e servir sem esperar retorno.

E quem cuida também precisa ser cuidado. A tarefa pode ser cansativa e solitária, por isso oferecer apoio, escuta e acolhimento é viver a caridade nos gestos simples do dia a dia.

Os jovens têm papel essencial nessa transformação. Ao aprenderem desde cedo o valor do respeito e da responsabilidade, ajudam a construir uma sociedade mais fraterna e consciente.

No fim, o amor é a força que sustenta tudo. Ele consola, fortalece e transforma. Quando há amor e compreensão, todos aprendem, todos crescem — e todo aprendizado verdadeiro acompanha o Espírito para sempre..

AMOR NÃO É CRIME.PRECONCEITO, SIM