Autor: Cruz e Souza (espírito)
Ai da. ambição do mundo, ai da vaidade
Que se mergulham sob a noite escura,
Noite de dor que além da sepultura
Nos afasta da vida e da verdade.
Só o caminho divino da humildade
Pode ofertar a luz radiosa e pura,
Que vem salvar a mísera criatura
Confundida no abismo da impiedade.
Pobres da Terra, seres infelizes,
Cheios de prantos e de cicatrizes,
Levantai vosso olhar sereno e forte.
Não maldigais a ulceração da algema,
E esperai a vitória alta e suprema,
Que Jesus vos prepara além da morte.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


