O sinal

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Autora: Cármen Cinira (espírito)

Quando chegamos do País do Gozo,
Nossa alma sem repouso
Traz o sinal das trevas do pecado.

Nossa alegria é um riso envenenado.
A palavra disfarça o coração
E a nossa dor é desesperação.

Tudo é sombra. A verdade não tem voz.
Muita vez, tudo é queda dentro em nós.

Mas os que vêm do Mundo dos Deveres
Guardam a luz de místicos prazeres.
Não têm palmas da Terra impenitente…
Como tudo, porém, é diferente!…

Sua alegria é um fruto adocicado,
Sua palavra é um livro iluminado,
Sua dor alivia as outras dores.

Trazem o amor de todos os amores,
Revelando na vida transitória
O sinal do Calvário aberto em glória!

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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