Autora: Maria Dolores (espírito)
Agradeço, alma irmã, por tudo o que me deste,
O auxílio fraternal, generoso e sem preço,
O teto, o lume, o prato, o reconforto, a veste,
Tudo isso agradeço…
Sobretudo, alma boa,
Deus te compense o coração amigo,
Por teu olhar de paz que me alenta e abençoa
Na estrada em que prossigo.
Viste-me em solidão,
Esperança caída sem ninguém…
Deste-me apoio com teu braço irmão
E ergui-me de alma nova para o bem!…
Não há palavra com que te defina
O reconhecimento que me invade,
Ao sentir-te no amparo a presença divina
Da Celeste Bondade.
Deus te guarde no excelso resplendor
Da luz com que aqueces todo o ser,
Porque me refizeste a certeza do amor,
A bênção de servir e a força de viver.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Poema integrante do livro Antologia da Espiritualidade, de Maria Dolores, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.


