Uma decisão sua pode continuar fazendo diferença para outras pessoas
Quando uma pessoa se torna doadora de órgãos, partes do seu antigo corpo podem ajudar pacientes que aguardam por um transplante.
Um único doador pode beneficiar várias pessoas. Rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino e córneas estão entre os órgãos e tecidos que podem ser utilizados em transplantes.
O mais importante: conte para sua família
No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização da família.
Por isso, não basta querer ser doador.
Converse com quem é próximo de você e deixe clara a sua vontade.
Não é necessário fazer um cadastro ou registrar a decisão em cartório. O mais importante é que sua família saiba o que você deseja.
E se você mudar de ideia?
Pode mudar.
A decisão de doar é pessoal e pode ser revista a qualquer momento.
Se isso acontecer, converse novamente com sua família e deixe clara a sua decisão mais recente.
Também existe doação encarnado
Em determinadas situações, uma pessoa viva pode doar um rim ou parte do fígado. Também existem possibilidades específicas de doação de parte do pulmão e de medula óssea.
A doação em vida passa por avaliação médica e deve seguir critérios que protejam a saúde do doador.
Para onde vão os órgãos?
A família não escolhe quem receberá a doação.
Os órgãos são destinados a pacientes que aguardam transplante e distribuídos pelo Sistema Nacional de Transplantes de acordo com critérios técnicos, como compatibilidade e condições clínicas.
E existe outro detalhe importante: depois da retirada dos órgãos e tecidos, o corpo é devidamente reconstituído e entregue à família para os procedimentos de despedida.
Uma conversa que pode fazer diferença
Falar sobre doação de órgãos pode parecer estranho no começo.
Mas é justamente essa conversa que pode evitar dúvidas em um momento difícil.
Então, se você quer ser doador, diga isso para sua família.
“Eu quero doar meus órgãos.”
Às vezes, uma conversa simples é o que falta para que uma vontade seja conhecida.
Um salva oito. Doe órgãos.
