Autor: Cruz e Souza (espírito)
Há um céu para o Espírito que luta
No oceano dos prantos salvadores,
Céu repleto de vida e de fulgores,
Que coroa de luz a alma impoluta.
A canção da vitória ali se escuta,
Da alma livre das penas e das dores,
Que faz da vida a rede de esplendores,
Na paz quase integral e absoluta.
Considerai, ó pobres caminheiros,
Que na Terra viveis como estrangeiros,
De alma ofegante e coração aflito:
Considerai, fitando a imensa altura,
Os deslumbrantes orbes da ventura
Por entre os sóis suspensos no Infinito!
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


