Autor: Olavo Bilac (espírito)
Ouve-se a voz do Mestre ungida de ternura:
– “Amados, eu vos dou meus últimos ensinos;
Na doce mansidão dos seres pequeninos,
Trazei a vossa vida imaculada e pura!
O Amor há de vos dar todos os dons divinos;
Eterna irradiação que atinge a mais escura
Estrada de aflição, de dor e desventura,
– Raio de eterno sol na senda dos destinos.
Derramai com piedade a lágrima terrestre!”
Mas eis que Judas chega e lhe diz: – “Salve, Mestre!”
E toma-lhe das mãos, osculando-lhe a fronte…
E Jesus abençoando aquelas almas cegas,
Responde humildemente: – “É assim que tu me entregas?”
Vendo as coortes do Céu nas fímbrias do horizonte…
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo



