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O remorso

Autor: Antero de Quental (espírito)

*

Quando fugi da dor, fugindo ao mundo,

Divisei aos meus pés, de mim diante,

A medonha figura de gigante

Do Remorso, de olhar grave e profundo.

*

Era de ouvir-lhe o grito gemebundo,

Sua voz cavernosa e soluçante!…

Aproximei-me dele, suplicante,

Dizendo-lhe, cansado e moribundo: –

*

“Que fazes ao meu lado, corvo horrendo,

Se enlouqueci no meu degredo estranho,

Acordando-me em lágrimas, gemendo?”

*

Ele riu-se e clamou para meus ais:

“Companheiro na dor, eu te acompanho,

Nunca mais te abandono! Nunca mais!”

Nota

A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

Obra completa: https://www.febeditora.com.br/parnaso-de-alem-tumulo

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