Autor: Teotônio Freire (espírito)
Coração de cada um –
Terreno que Deus cultiva.
A dor – enxada comum,
Lição – a semente viva.
Somente Deus vê a fundo,
Entre as surpresas da estrada,
O pranto que invade o mundo
Em forma de gargalhada.
Escada de humana estima:
Ilusão e cambalacho…
Há quem desce e vai acima,
Há quem sobe e vem abaixo.
Alegria sem dever –
Promessa que se desdiz.
Quem não aprende a sofrer
Não sabe quanto é feliz.
Ama e serve sem demora
Onde a vida se abastarde.
Auxílio depois da hora,
Socorro que chega tarde.
Nota
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


