Ante a dor

Autora: Elizabeth Montenari

Quando a Dor aparece no caminho,
Constrangendo e ferindo o coração,
Clama o Ser contra torturante espinho,
Rebelando-se ante o aguilhão.

Tristes lágrimas de insatisfação,
Encharcando-lhe a alma em torvelinho,
Amenizam o fogo da paixão
E despertam a Fé devagarinho.

Revolvendo-lhe o solo interior
Enseja-lhe a mudança, de mansinho,
Na conquista do vero e puro Amor.

Eis a amiga de imenso valor,
Cujo guante(1) onusto(2) faz-se arminho(3),
Dando ao Ser o laurel de vencedor!

Glossário

(1) Guante: luva de ferro; (fig.) lugar de sofrimento, local de expiação e prova, com obstáculos a vencer a todo instante.

(2) Onusto: carregado, sobrecarregado, repleto.

(3) Arminho: macio, mimoso, fofo.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – Do livro Ceifa, com poemas de autoria de Elizabeth Montenari, de Leopoldina (MG)

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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