Esquife do sonho

Autor: Antônio Torres (espírito)

*

Tive um sonho de amor e de inocência,

Cheio de luz das coisas invulgares,

Do qual perdi a luminosa essência

Na cristalização dos meus pesares.

*

Tarde reconheci minha falência,

Terminados os múltiplos azares,

De minha quase inútil existência,

No silêncio das cinzas tumulares.

*

E da morte, no abismo indefinido,

Tombei exausto, amargurado e cego,

– Abismo tenebroso que eu transponho.

*

Infeliz do meu ser irredimido,

Pois triste e atordoado inda carrego

O negro esquife do meu próprio sonho.

Nota

A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

Obra completa: https://www.febeditora.com.br/parnaso-de-alem-tumulo

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