Felipe Gallesco

Gosto de pintar quadros, me perder em bons livros, cuidar das minhas plantas e passar horas mergulhado em jogos no computador. Ultimamente, o favorito tem nome: MTG Arena. Também coleciono cartas de Magic, durmo assistindo filmes e tenho uma playlist meio caótica — vai do metal ao samba, passando por rock e sertanejo. Moro com minha esposa e dois gatos, tenho braços e pernas tatuados e um cabelo que insiste em viver do jeito dele: bagunçado.

Nasci em São Paulo, em 1989, e desde 2003 caminho dentro do movimento espírita. Comecei no grupo de jovens da Associação Assistencial Espírita Apóstolo Mateus, que continua sendo meu ponto de apoio até hoje. Foi ali que aprendi, na prática, o valor da escuta, da construção coletiva e da amizade — coisas que levo comigo em tudo o que faço.

Durante 18 anos, atuei no Departamento de Mocidade da USE (União das Sociedades Espíritas), na distrital Tatuapé. Sempre com foco em fortalecer o trabalho com jovens: ajudando a criar grupos, apoiando equipes, formando lideranças e vendo muita gente crescer e multiplicar o bem. Acredito profundamente na juventude como força de transformação — e sigo apostando nisso todos os dias.

Também fui um dos coordenadores da revista Fala MEU! (Fala Mocidades Espíritas Unidas), um projeto digital gratuito que buscava apresentar o Espiritismo de forma mais leve, criativa e acessível. Foi uma experiência que ampliou muito meu olhar sobre comunicação — e, de certa forma, plantou a semente do que viria depois: o Juventude Espírita.

Sou formado em Ciência da Computação, com quatro especializações na área de tecnologia, e trabalho como desenvolvedor de software no setor bancário — minha única atividade remunerada. Essa base técnica foi essencial para tirar do papel e manter o Juventude Espírita no ar: da programação às estratégias de segurança, que hoje fazem parte da rotina.

Também participei da criação do projeto Espiritismo e Direitos Humanos, que deu origem ao programa Mutirão, transmitido pela Rádio Boa Nova e pela TV Mundo Maior. Foi uma experiência marcante, que reforçou a importância de conectar o Espiritismo com as questões sociais do nosso tempo. Ao longo do caminho, colaborei ainda com outros projetos e iniciativas voltadas ao público jovem, sempre buscando abrir espaços de diálogo, reflexão e acolhimento.

Não sou muito fã de grandes eventos ou de estar no centro das atenções. Palestras não são o meu foco — e está tudo bem. Prefiro o contato direto, mais simples e verdadeiro: visitar grupos, ouvir histórias, trocar ideias e ajudar no que for possível. Estar junto sempre fez mais sentido pra mim do que estar em evidência.

O que me move é esse desejo constante de tornar o Espiritismo mais acessível, mais próximo das pessoas e mais conectado com o nosso tempo. Com criatividade, sensibilidade e simplicidade. Seja programando, pintando, escrevendo ou ouvindo, a intenção é sempre a mesma: somar — e construir com os outros, nunca sozinho.

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