Autor: Cruz e Souza (espírito)
Vós que tendes as rosas da bonança
Enlaçadas na fé mais doce e pura,
Ide e pregai, na noite da amargura,
O evangelho do amor e da esperança.
Toda luz da verdade que se alcança
É um reduto de paz firme e segura:
Dai dessa paz a toda criatura,
Sobre a qual vossa vida já descansa.
Espalhai os clarões da vossa crença
Na pedregosa estrada dessa imensa
Turba de irmãos famintos, torturados!
Conduzi a mensagem luminosa
Da caridade, lúcida e piedosa,
Redentora de todos os pecados.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


