Quanta vez

Autor: Cruz e Souza (espírito)

Quanta vez eu fitei essas fronteiras,
Horizontes, estrelas, firmamentos,
Presa de sonhos e estremecimentos
De esperança, nas horas derradeiras!…

Ah! meus longínquos arrebatamentos,
Amarguras e dores e canseiras,
Que vos fostes nas lágrimas ligeiras,
Como folhas levadas pelos ventos…

Quanta vez, abafando os meus soluços,
Como o errado viajor que cai de bruços
Sobre a íngreme estrada da agonia,

Ensináveis-me a ler a Bíblia santa
Desta vida imortal que se levanta
Numa alvorada eterna de alegria!

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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