Autor: Glauco Nepomuceno
Ainda falam…
desse amor corpo-a-corpo
da dor de barriga
do amasso gostoso
da química intensa
do amor fervoroso
Ainda falam…
do amor “última versão”
dois, ponto zero
dezesseis válvulas
tecnologias
da ultima geração
Ainda falam…
daquilo que a vista alcança
do passado
do presente
do desejo imediatista
da miopia da esperança
Ainda falam…
do ego insatisfeito
da troca desigual
do calo no peito
do déficit sentimental
Ainda falam…
do ego satisfeito
de trocas ego-equivalentes
um mundo perfeito
de confusão mental
Mas há além do horizonte
Um amor mais terno
Um amor real e não utópico
que também abraça, beija e faz sexo
sexo: como puro efeito da união
e não como a causa da relação
Sim! Pode acreditar…
Pode falar desse amor!
que não cobra ou desconfia que bota fé na alegria
e estará presente nos novos dias
Sim! Proclamemos…
A quem quiser ouvir
façamos jus a evolução
que substitui o ego mimado
pelas excelências sublimes do coração!
Nota
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.


