Poesia

Autor: Júlio Diniz (espírito)

Poesia da Natureza
Embalsamada de olores,
Ornamentada de flores
Que os meus encantos resume;
Poema de singeleza
Esplendente e delicada,
Como raios de alvorada
Cheia de luz e perfume!

Suavidade e doçura
Das rosas, das margaridas,
Das lindas sebes floridas
Nos dias primaveris:
Radiosidade e frescura,
Fragrâncias, amenidade,
Aromas, alacridade
Dos cenários pastoris!
As cotovias cantando,
As ovelhinhas balindo,
As criancinhas sorrindo
Na alegria das manhãs;
Jovens felizes amando
Entre arroubos de ternura,
Caridosa ventura
No abril das almas irmãs.

Belezas de canto agreste
Nas urzes da Terra escura,
Tão cheia de desventura;
Entretanto, imaginai
A Natureza celeste
Longe da Terra sombria,
Na glória do Eterno Dia
Do reino de Nosso Pai.

Ó Terra, quanto eu quisera
Unir-te toda à poesia,
À mesma santa harmonia
Que te prende à luz dos Céus,
Nessa mesma primavera
Dos rutilantes espaços,
Em que me sinto nos braços
Do amor sagrado de Deus.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

veja também