Renúncia

Autor: Cruz e Souza (espírito)

Renuncia a ti mesmo! Renúncia
À mundana e efêmera vaidade:
Que em ti sintas a dúlcida piedade
Que as desgraças alheias alivia.

Do homem, esquece a lúrida maldade,
Prosseguindo na estrada luzidia.
E denodadamente engendra e cria
Teu próprio mundo de felicidade!

Parte o teu coração em mil fragmentos,
Ofertando-os ao mundo que te odeia,
Com a bondade mais pródiga e mais pura.

Não olvides em meio dos tormentos:
– Renunciar em bem da dor alheia,
É ter no Além castelos de ventura.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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