Autor: Casimiro Cunha (espírito)
Vivi na mansão das sombras,
Desterrado;
Na noite das trevas densas,
Sepultado.
Entrei no sepulcro escuro,
Nascendo;
E dele fugi feliz,
Morrendo.
É que a vida material
É a prisão,
Onde a alma é encarcerada
Na aflição;
E a vida da alma é a nossa
Liberdade,
Onde as luzes recebemos
Da Verdade.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


