Autor: Casimiro Cunha (espírito)
Examinada de perto,
A luz da nossa Doutrina
É sempre a lição que ensina
A paz do caminho certo.
Necessário é discernir
A mistura, a ganga, o véu;
Muita vez a água do céu
Torna-se em lama, ao cair.
O mal vem de ouvidos moucos
Ou de olhos nevoados,
Há sempre muitos chamados;
Escolhidos? muito poucos.
Verdade é que o coração,
Que abrace a nossa Doutrina,
Penetra numa oficina
De esforço, luta, e ação.
Já não deve andar a esmo
Nas estradas da ilusão,
Mas buscando a perfeição
Na perfeição de si mesmo.
Portanto, é nossa divisa
Oração e Vigilância,
No bem que é bem substância
Da crença que diviniza.
No Evangelho de Jesus,
Feliz quem pode guardar
A força de realizar
Os grandes feitos da Luz.
Que no altar do coração
Tenhamos o amor profundo
Daquele que é a Luz do Mundo,
– Eis meu desejo de irmão.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo


