Cromos

Autor: B. Lopes (espírito)

Na alcova desguarnecida,
Sobre uma enxerga, a doente
Soluça como quem sente
O fim nevoento da vida.

Beija-lhe a filha inocente,
Minúscula, embevecida,
Mirando-a enternecida,
Dizendo-lhe docemente: –

“Não chores mais mamãezinha:
Vou dar minha bonequinha
À santa lá do altar;

E com esta minha promessa,
Ela há de vir bem depressa
Para a senhora sarar.”

O mendigo desprezado
Olha as estrelas e chora,
Pois sente que se enamora
Do firmamento estrelado.

Ao seu Jesus bem-amado,
Cheio de lágrimas, ora,
E pede, suplica, implora
Perdão para o seu pecado.

Vêem-se raios formosos,
Dimanando luminosos,
Do clarão da sua fé;

E lá dos céus abençoa
Sua alma singela e boa,
O Jesus que ele não vê.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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